Protesto cancela sessão que debatia “pacotaço” na Câmara; Apesar de decisão judicial, servidores mantêm acampamento


Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros

Sala chegou a ser trancada para conversa entre vereadores e servidores (Foto: Flávia Barros – Banda B)

Um protesto de servidores municipais suspendeu, na tarde desta segunda-feira (22), a reunião da Comissão de Legislação, Justiça e Redação que debateria o “pacotaço” de ajuste fiscal proposto pelo prefeito Rafael Greca. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc), funcionários ligados a várias categorias ocuparam o saguão da Câmara, bloqueando o único acesso à sala das comissões. Um cadeado chegou a ser colocado na porta para exigir que o projeto fosse retirado da pauta de votações. Por volta das 18h15, uma nova conversa entre as partes foi iniciada.

Foto: Flávia Barros – Banda B

As entidades sindicais afirmam que foram impedidas de acompanhar a reunião, o que ocasionou o protesto. Os servidores estão acampados na Praça Eufrásio Correia, ao lado da Câmara, desde a última terça-feira (16).

De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Curitiba (Sigmuc), Roberto José Rodrigues, o pacote foi acelerado e os servidores perceberam que os vereadores tinham uma intenção de votar antes do prazo. “Viemos para tentar derrubar esse projeto do Greca. Quem fechou a porta foram os seguranças da Câmara, mas acreditamos que as lideranças dos sindicatos e os vereadores vão chegar a um acordo”, disse.

O presidente da Câmara, vereador Serginho do Posto (PSDB), disse que um diálogo foi aberto com os servidores para a sequência dos trâmites. “Nesse momento, os servidores pediram uma pausa para discutir os projetos e a intenção é manter a reunião ainda hoje. Estamos diariamente recebendo sindicatos e servidores, não teria problema nenhum essa reunião transcorrer normalmente hoje”, afirmou.

Para o vereador Felipe Braga Côrtes (PSD), já era esperada uma resistência dos servidores pela forma pela qual o projeto foi enviado à Câmara, mas se tentou de todas as formas chegar-se a um acordo. “O que fato está acontecendo é que a mensagem foi muito impactante, mas buscamos argumentar e fazer uma conciliação com os funcionários. Acredito que foi bem feito o nosso trabalho e dependia da comissão antes do plenário”, explicou.

Decisão judicial

Por volta das 18 horas, um oficial de justiça entregou uma ordem para que o acampamento dos servidores fosse desmontado imediatamente. Segundo a coordenadora-geral do Sismuc, Irene Rodrigues, a categoria inicialmente pensou em desocupar o local, porém preferiu manter o equipamento. a lei. “Exigimos respeito e tratamento igual. Amanhã vai vir a Polícia Militar e vamos ver o que acontece. Nós não temos como sair daqui em 20 minutos e, portanto, nesta noite permaneceremos acampados”, lamentou.

Foto: Flávia Barros – Banda B
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