O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (13) que a circulação de fake news nas eleições municipais deste ano foi baixa.

“Talvez nos últimos tempos esta tenha sido a eleição com menor incidência de notícias fraudulentas”, disse em evento realizado no TSE.
Barroso listou inúmeras iniciativas da corte eleitoral, exaltou o trabalho do tribunal, mas também pregou cautela.

“Nós achamos que estamos ganhando até aqui, mas eu brincava ontem que a gente só comemora o gol depois que a bola bateu na rede e o juiz apontou para o meio de campo. E, portanto, ainda temos dois dias até as eleições”, ponderou.

O ministro relatou que o tribunal fez parcerias com todas as plataformas das redes sociais e listou o WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram, Google e TikTok.

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Para ele, o trabalho desenvolvido em conjunto com as empresas tem dado resultado positivo. “Nós achamos que essas parcerias com mídias sociais derrubaram centenas de contas que tinham comportamento inautêntico, que eles chamam de comportamentos coordenados inautênticos”, comentou.

O ministro ressaltou a criação de um canal de comunicação via WhatsApp para fazer denúncias de disparos ilegais de mensagens falsas e também citou a parceria com agências de checagem de informações.

“Criamos grupo com elas de modo que sempre que aparece notícia duvidosa nós colocamos no grupo, a agência faz checagem e divulga informação correta nos seus sites”, disse.

Ele afirmou que esse conteúdo também pode ser acessado de maneira gratuita através do TSE. “Criamos no site da Justiça Eleitoral uma página chamada fato ou boate na qual nós oferecemos informações verdadeiras de acesso gratuito para toda a população, sem desconto no pacote de dados porque fizemos parcerias com as companhias telefônicas”, observou.

O vice-presidente do TSE, ministro Edson Fachin, também participou do evento. Ele exaltou o sistema eleitoral brasileiro e citou “embaraços” e nas eleições americanas.

“É preciso verificar essas vulnerabilidades para que possamos com elas aprender. E lá se verificam vulnerabilidades que vão das batalhas políticas sobre demarcação de distritos à influência do partidarismo no desenho dos arranjos e procedimentos”, disse.

Fachin ressaltou que fez observações feitas do “ponto de vista acadêmico e empírico” e seguiu com as críticas ao pleito nos Estados Unidos.
“Vulnerabilidades que vão do déficit de participação ao baixo índice de transparência. Vulnerabilidades que vão da crescente desconfiança pública à captura desses elementos como capital político de argumentação”, frisou.