O prefeito de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, Hissam Dehaini (PPS), vetou nesta quarta-feira (18) o projeto que aumentava em mais de 60% o salário dos vereadores da cidade. O projeto foi aprovado na Câmara Municipal, em 2° turno, na terça-feira (10). Com a decisão da Câmara, os subsídios pagos na próxima legislatura subiriam de R$ 5.992 para R$ 9.584,45.

Veto foi anunciado durante a tarde (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

De acordo com Hissam, o momento não é adequado para o aumento. “A população de Araucária quer isso [o veto]. Tenho certeza que estamos de acordo com a vontade da sociedade e acredito que teremos a compreensão dos vereadores”, disse.

Na segunda votação, três vereadores chegaram a mudar de ideia e votaram contra o reajuste. Mesmo assim, o projeto foi aprovado por 6 votos a 4.

Além de Aparecido da Reciclagem (PDT), que já havia se posicionado contra, votaram contra o projeto os vereadores Elias (PPS), Tatiana Nogueira (PSDB) e Fabio Alceu (PSB). Mantiveram o voto os vereadores Celso Nicácio (PSL), Claudinho do Açougue (PPS), Fabio Pedroso (PRP), Germaninho Krzyzanowski (PR), Lucia de Lima (PMDB) e Xandão (PSL). Como é presidente da Casa, a vereadora Amanda Nassar (PMN) não votou na sessão.

Debate com a sociedade

Em seu pronunciamento de veto, Hissam ainda afirmou que o projeto não teve a devida discussão com a sociedade. “Mesmo que seja justificado com a defasagem histórica e os vereadores necessitem do subsídio adequado para a função, acredito que o tema deve ser debatido com a sociedade e aplicado de forma gradativa e cautelosa, o que não foi feito. Esse veto não diminui o valor e a importância dos vereadores para o município e não estamos rompendo com a Câmara, precisamos deles”, concluiu.

Mesmo com o veto, o reajuste ainda pode acontecer. Ao retornar para a Câmara, os vereadores irão decidir se derrubam ou mantêm o veto de Hissam.