Da Redação

prefeito-campo-largo(Foto: Banda B)

O prefeito de Campo Largo, Affonso Guimarães (PSD), foi o sexto convidado do radialista Geovane Barreiro em uma série de entrevistas que avalia a administração pública na região metropolitana de Curitiba. Durante o Jornal da Banda B 2ª Edição, na tarde desta terça-feira (21), ele afirmou que a industrialização e a saúde são os destaques da sua gestão.

Confira alguns trechos da entrevista:

Economia e industrialização

Para o prefeito, as principais preocupações durante o governo foram a inflação e o desemprego, devido à crise econômica que atingiu o país. “Apesar disso tudo, sei que as cidades metropolitanas são mais fortes do que os seus desafios. E o mesmo acontece com Campo Largo, que enfrenta os problemas com coragem”, disse.

Segundo Guimarães, o município é o 14º do estado em questão de economia e o 15º em população – hoje, a cidade conta com 130 mil habitantes. “É importante lembrar a força da nossa indústria. Estamos presentes em mais de 90% da porcelana de mesa que o Brasil produz. A cada 10 louças que encontramos em Curitiba, oito vieram de Campo Largo”, completou o prefeito.

Conhecido como a Capital da Louça, o município também tem grande força na exportação. Fora do país, uma em cada 10 peças vendidas são de origem campolarguense. De acordo com ele, além da cerâmica, outras áreas que cresceram foram a da eletrônica e da eletromecânica, por exemplo.

Desafios

O prefeito ainda declarou que o território extenso da cidade é um dos desafios enfrentados pela administração. “Nós temos unidades de saúde e escolas que ficam a 80 km de distância do Centro e precisamos levar os médicos e professores até lá, o que é bastante penoso e caro para o município, além de difícil, principalmente no período de chuvas intensas, que prejudicam as estradas”.

Saúde

“Como médico, o meu grande desafio é a saúde. Eu faço investimentos pesados nessa área, que atraem pessoas de outros municípios para o atendimento em Campo Largo, o que pressiona os nossos serviços”, comentou Guimarães.

Segundo ele, a despesa anual com saúde no município é de 26% e o número de pacientes de fora da cidade chega a 20%, 30% nos centros hospitalares. “Nós somos não só referência no estado, mas também nacionalmente. O Hospital do Rocio, por exemplo, opera diversas crianças vindas do Nordeste, principalmente na área de Cardiologia”.

Além dessa instituição, Campo Largo conta também com o Hospital São Lucas, referência em Oncologia, o Hospital Infantil Waldemar Monastier e o Hospital de Olhos.

Ao todo, 700 pacientes são atendidos, em média, no Centro Médico da cidade. “Agora nós vamos tentar uma parceria com a Universidade Positivo, para que os residentes possam atuar no Hospital do Rocio. Isso vai ajudar a desafogar o sistema. Afinal, como nós atendemos em âmbito nacional, muitas vezes o próprio campolarguense precisa entrar na fila da central de leitos, infelizmente, problemas que buscamos resolver. Mas é importante que se perceba a qualidade da nossa saúde”.

Pavimentação

A demanda para pavimentação asfáltica é grande, segundo o prefeito. Ele declarou que, junto com o filho, o deputado estadual Alexandre Guimarães (PSD), vai buscar recursos junto ao Governo do Paraná para realizar mais obras nas vias da cidade, como a Rua Mato Grosso, no bairro Ferraria.

“Há previsão para asfaltar a rua, mas precisamos de recursos e estamos atrás disso. No Santa Ângela e São Lucas, as vias todas foram pavimentadas, assim como o Jardim Meliane. Na Vila Glória começamos agora e temos o objetivo de fazer ligação entre ela e o Meliane. Na sequência, realizaremos também a regularização fundiária”, finalizou.

Série de entrevistas

Nesta quarta-feira (22), o Jornal da Banda B 2ª Edição recebe a prefeita Beti Pavin (PSDB), de Colombo, a partir das 15h.