Por GUILHERME SETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), foi liberado da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na manhã desta sexta-feira (13), mas permanece internado no hospital Sírio-Libanês por recomendação da equipe médica, que prefere que o paciente permaneça em repouso e seja observado por mais um período.

Foto: Governo do Estado de São Paulo

 

Ainda não há previsão de alta. A pedido dos médicos, o prefeito cancelou sua agenda de compromissos do dia.
Covas foi passado para a unidade semi-intensiva, na qual o monitoramento não é permanente, mas os cuidados são mais intensos do que em um quarto. Ele deverá voltar a receber medicação anticoagulante em breve, e por isso também os médicos querem tê-lo próximo para o controle rápido de qualquer intercorrência, já que ele está com o fígado ferido e inflamado.

Covas estava na UTI desde quarta-feira (11) para tratar de um sangramento no órgão, mas já estava internado no hospital desde domingo (8) para fazer exames e a quarta sessão de quimioterapia para atacar um câncer na região do estômago.

Na tarde de segunda-feira (9), foram instalados clipes no fígado de Covas para o acompanhamento da evolução da metástase que atinge o órgão. Na tarde de quarta, o prefeito se queixou de dores fortes na região e e uma tomografia constatou o sangramento.

Covas, então, foi submetido a uma intervenção de duas horas, descrita pela equipe médica como minimamente invasiva, para estancar o sangramento e levado à UTI para observação.

David Uip, médico infectologista que acompanha o tratamento, disse à reportagem que o sangramento foi extremamente preocupante, exigiu ação rápida e mobilização de muitos profissionais.

Ele também ressaltou que o sangramento foi um problema completamente mecânico, não relacionado a efeitos da quimioterapia, que, portanto, terá sua programação mantida -serão oito sessões até fevereiro.

O prefeito, que tem 39 anos, foi internado no dia 23 de outubro, quando tratava de uma infecção de pele. No dia 28, ele recebeu diagnóstico de câncer localizado entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado e linfonodos comprometidos.

Covas já passou por quatro sessões de quimioterapia, a última delas entre terça (10) e quarta-feira. Elas têm duração aproximada de 30 horas.

Desde que iniciou a quimioterapia, em outubro, Covas disse não ter sofrido com efeitos adversos como enjoo ou fraqueza. Na segunda-feira, os médicos deram entrevista coletiva em que descreveram a reação do prefeito ao tratamento desde o final de outubro como maravilhosa e auspiciosa.

Em fevereiro, com o fim do ciclo quimioterápico, os médicos avaliarão se novos procedimentos serão necessários, como mais sessões de quimioterapia ou uma cirurgia.