O ex-vereador de Curitiba Jorge Bernardi (REDE), distribuiu na quinta-feira (26) o seu plano de governo para o Paraná. Aspirante ao cargo no Palácio Iguaçu, com o devido aval da legenda de Marina Silva, Bernardi é um idealista, apesar da passagem pelo PMDB, onde noviciou-se na política.
TROCA POR LAVA RÁPIDO
Em 34 anos de Câmara Municipal, não há nódoa a manchar-lhe a reputação, num país em que os donos de lava jatos adotaram o nome lava rápido para que não lhe desacreditassem o empreendimento.
VICE NA CHAPA DE REQUIÃO JR.
Discreto, discretíssimo, Bernardi é advogado – fez carreira defendendo a habitação popular – professor e atualmente vice-reitor de uma instituição de ensino com centenas de milhares de alunos, da qual se licenciou, Nas eleições municipais de 2016, travou a batalha da prefeitura de Curitiba como candidato a vice na chapa de Requião Jr., ainda que não simpatize com os arroubos do sênior, aquele que dispensa apresentação.
DEMOCRACIA DE ALTA INTENSIDADE
O plano de governo de Bernardi, cujas chances de vencer as eleições, ele mesmo admite, são diminutas e, ainda assim, ambiciosas, soma em 32 páginas 18 eixos estratégicos. Entre eles, o que o pré-candidato chama de democracia de alta intensidade.
Bernardi quer a participação direta da opinião pública nas decisões, o que não significa propriamente o ressurgimento da pólis aristotélica e das togas de lençóis. O que o membro da Rede quer dizer com participação direta são conselhos temáticos criados para debater temas vitais a qualquer sociedade: saúde, educação, segurança, trabalho, etc., etc.
SEM EVANGELISMO ENFADONHO
Não há mesmo novidade no front e talvez esse seja o ponto positivo do programa de governo do ex-vereador. Por força das circunstâncias partidárias, ele chama para si também todos os compromissos da Rede, dispensando sem pruridos o evangelismo enfadonho de Marina Silva. Basta o princípio de desenvolvimento sustentável, de base ambientalista, e estamos conversados.
É EVANGÉLICO HISTÓRICO
Observe-se: Bernardi tem autoridade para a observação. Ele mesmo é um evangélico, pertence à Igreja Presbiteriana do Brasil; frequenta a paróquia Central, Rua Comendador Araujo, que tem o principal pastor uma das mais lideranças evangélicas históricas, Juarez Marcondes Filho.
PEGADAS NÍTIDAS
De qualquer forma, é um programa de governo que se propõe ao debate.
Primeiro internamente, dentro das paredes acanhadas do partido ‘redista’. É fato: as propostas de Marina Silva ainda são um desafio de tradução. Confusas, titubeantes, deixando atrás de si pegadas nítidas da passagem da pré-candidata à presidência pelo PT de Lula. Ora, trinta anos não são 30 dias.
ELE VAI EM FRENTE
Bernardi distancia-se, a contento, dessa celeuma. Entre a esquerda e a direita prefere ir em frente e há de servir de inspiração para qualquer pré-candidato em marcha. Especialmente aquele claudicante, aquele que sobe e desce, aquele inclinado, aquele vacilante, aquele que tergiversa, aquele que negaceia bovinamente, aquele que diz: ‘fui, não fui, acabei fondo’.
‘HERANÇA’: CAIXA BAIXÍSSIMA NA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Quem assumiu o comando da área de comunicação social do Governo do Paraná levou um susto enorme: dos R$ 78 milhões previstos para serem gastos em 2018, só restam R$ 8 milhões. E não estamos nem na metade do ano.
Mídias nacionais, com destaque para a Globo e Globo News, consumiram parte expressiva do ‘budget’, explica um assustado novo gestor da área.
Para ele, os “voos nacionais” não se justificam, muito menos os cofres vazios, “pois o que sobrou dá, apenas para fazer publicidade legal”.
Os novos gestores ainda não acreditam em “sacanagem”. Ainda…
PARANÁ BANCO TEVE LUCRO DE R$ 54 MILHÕES NO TRIMESTRE
Joel Malucelli pode ter tido dificuldades inesperadas, algumas de ordem política, no começo deste ano. Por outro lado, certamente ele está comemorando bons resultados: o seu Paraná Banco encerrou o primeiro trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 54,0 milhões. Aumento de 13,2% em relação ao período anterior; e de 62,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
A melhora, segundo o Paraná Banco, reflete a queda da taxa Selic e, em consequência, das despesas com juros, como decorre também da eficiência de processos que o banco vem praticando. Com foco no controle das despesas.
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