A popularidade do presidente Jair Bolsonaro caiu em março para o menor nível desde o início do seu mandato, segundo a pesquisa da XP Ipespe. Neste mês, 30% dos entrevistados consideraram a administração ótima ou boa ante 34% em fevereiro. Em setembro de 2019, essa avaliação também havia sido de 30%.

Em comparação, cresceu de 29% para 31% aqueles que veem o governo como regular, enquanto os que consideram ruim ou péssimo mantiveram a porcentagem de 36%. Não souberam ou não responderam representaram 3% da amostra.

O presidentes da República, Jair Bolsonaro – Foto Ag. Brasil

A pesquisa ouviu mil pessoas em território nacional, de segunda a quarta-feira (16 a 18 de março), período em que se intensificaram os efeitos da crise provocada pela pandemia de coronavírus. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais.

O levantamento também mostra que a piora na avaliação do governo coincide com uma inversão na percepção sobre a condução da política econômica. Hoje, 48% dos entrevistados consideram que a economia está no caminho errado, contra 38% que veem a economia na direção certa. Há um mês, eram 47% os que tinham visão positiva contra 40% com avaliação negativa.

A avaliação boa ou ótima do Congresso, por sua vez, subiu de 10% para 13%, mas a parcela que vê o Legislativo como ruim ou péssimo segue em 44%.

Coronavírus

A XP também perguntou para a população sobre a pandemia de coronavírus. A reação do governo federal é aprovada por 40% dos entrevistados, enquanto a atuação do ministro da Saúde, Luiz Mandetta, para esclarecer a população e evitar a propagação da doença é vem vista por 56% dos participantes. As medidas para combater a disseminação e tratar os infectados têm avaliação ótima ou boa de 41%, enquanto a ação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para lidar com a crise é considerada boa por 32%.

Segundo o levantamento, 70% das pessoas estão com algum grau de medo (pouco ou muito) da doença, ante 50% há um mês. Os que dizem não ter medo caíram de 49% para 28%. Sobre medidas de prevenção, 83% dos entrevistados disseram que já estão se prevenindo, enquanto 9% afirmam que ainda pretendem agir dessa maneira. Além disso, 76% acreditam que vai haver impacto sobre a situação financeira pessoal e 92% veem efeito negativo para a economia brasileira.