Redação com Brasil 247

suspeitoRaul Schimidt foi preso na 25ª fase da Lava Jato – Foto: reprodução You Tube

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta segunda-feira (21) a 25ª fase da Operação Lava Jato em Lisboa, em Portugal. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra Raul Schmidt Felipe Junior, investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da estatal petrolífera Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, presos em Curitiba pela Lava Jato.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Raul Schmidt vivia em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, e se mudou para Portugal após o início da operação. Ele estava foragido desde julho de 2015, quando foi expedida a ordem de prisão. A prisão é preventiva e não tem prazo pré-determinado para vencer.

De acordo com as investigações, ele atuava como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobras.  Zelada foi indicado para a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados para o cargo; ele é considerado um afilhado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente da Câmara, que conduz o processo de impeachment; em sua delação, o senador Delcídio Amaral disse que o vice-presidente Michel Temer estava muito preocupado com Zelada, o que o vice nega. As informações são do site Brasil 247.

Os mandados, expedido pelas autoridades brasileiras, foram cumpridos pela Polícia Judiciária portuguesa e pelo Ministério Público local. Por meio de nota, o Ministério Público português informa que as buscas foram acompanhadas por uma equipe de brasileiros do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob “abrigo dos instrumentos legais de cooperação”.

24ª fase da Lava Jato

A 24ª fase da Lava Jato, deflagrada dia 3 de março, apura se empreiteiras favoreceram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – por meio do sítio de Atibaia e do triplex no Guarujá -, o Instituto Lula e a empresa de palestras do ex-presidente, a ILS Palestras.

O ex-presidente foi alvo de mandados de condução coercitiva e busca e apreensão. Ele foi levado pela Polícia Federal para depoimento no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Cerca de 200 agentes da PF e 30 auditores da Receita Federal cumpriram, ao todo, 44 mandados judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia.