Renato Feder: MEC é forte possibilidade
O secretário de Estado da Educação, Renato Feder, e o presidente Jair Bolsonaro se reúnem nessa terça-feira, 23. Feder vai conversar com o presidente a possível nomeação ao Ministério da Educação e tudo indica que o nome dele pode ser anunciado ainda nessa semana.

Feder ganhou espaço após demonstrar um bom trabalho à frente da Secretaria da Educação. Em 15 dias, pôs em pé o mais completo programa de ensino à distância do Brasil e ao fim de 3 meses tinha 99% dos alunos tendo diariamente aulas. Nem mesmo os professores sindicalizados criaram caso e hoje 97% deles estão presentes nas salas virtuais, criadas no Google Class Room.

 

Resultados impressionam

Renato Feder notabilizou-se por criar o Aula Paraná, o mais completo sistema de ensino à distância do Brasil para enfrentamento da pandemia do Covid-19. Implementado em tempo recorde de 15 dias, o sistema contempla três canais de TV aberta, um aplicativo já com 930 mil downloads, mais aulas virtuais pelo Google Class Room, tudo com internet gratuita aos 1,07 milhão de estudantes e 100 mil profissionais da educação.

Como secretário da Educação Renato também introduziu no currículo do Paraná o que há de mais moderno no mercado: aulas de programação de computador, Empreendedorismo e matemática financeira, permitindo que milhares de jovens saíssem da educação básica direto para o mercado de trabalho.

 

Conta com muitos apoios

Este destaque chamou a atenção em Brasília. E trouxe aliados. O empresário Meyer Nigri, do grupo Tecnisa, o aproximou aos empresários que elegeram o Bolsonaro, como Luciano Hang, dono da Havan, e o pessoal do Riachuelo. Paulo Skaff também mobilizou a sua turma. Logo ganhou apoio no Paraná, como do senador Oriovisto Guimarães, do empresário Guilherme Cunha Pereira.

 

Também o PRB de Flávio

A turma do PRB, ligado aos filhos do Bolsonaro, em especial o senador Flavio Bolsonaro, também aderiu e trouxe a bancada no Congresso. E dentro do Palácio do Alvorada também vieram adesões. Feder tem apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes, do novo ministro das Comunicações, Paulo Farias, e do ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia.

 

Derradeira indicação

Mas o apoio derradeiro veio pela família do governador Ratinho Junior. O governador já havia liberado Renato a ir ao governo Bolsonaro, após ter conversado com o presidente e dado a benção. Feder ganhou o apoio do pai, o apresentador Ratinho.

 

Quem levaria com ele?

Se fechar em Brasília, nessa terça, Renato pretende levar alguns diretores chaves. E quer manter seu diretor-geral, Gláucio Dias, como secretário. Ciente que tem que dar resultado em curto prazo para não ser queimado em Brasília, Feder usará o Paraná para os projetos pilotos. E trará consequentemente dinheiro para o Paraná e ajudar a fortalecer o nome do governador Ratinho Junior.

 

Colégios cívicos

Feder tem uma missão na frente: implantar os colégios cívicos militares, pedido da ala militar do governo Bolsonaro. O grupo de generais no governo federal teria pedido a Feder que ele se comprometa a implantar 200 escolas desse modelo no Paraná.

E será um grande desafio.

Ratinho Junior, Paulo Skaf, Paulo Guedes, Meyer Nigri…

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Um aglutinador

Quando Renato Feder, secretário de Educação do Paraná, chamou, meses atrás, para assessorá-lo, o jornalista Israel Reinstein, ex-secretário de Comunicação do prefeito Rafael Valdomiro Greca de Macedo, percebi um ângulo particular do educador: ele tem enorme sensibilidade para recursos humanos. Afinal, Israel é um quadro que jamais poderia passar “en route”, teria de ser acolhido, como o foi, em espaço especial.

Feder é homem de nosso tempo: tem uma vida profissional muito bem sucedida, sócio de uma poderosa empresa de Informática em São Paulo, da qual está devidamente licenciado.

No testemunho de amigos comuns, aos quais recorri para entender esse educador e agora servidor público que consegue reunir uma multifacetada penca de líderes empresariais e políticos a apoiá-lo – como os ministros Guedes e Marcos Pontes, e empresários de expressão nacional como Meyer Nigri e Paulo Skaff, presidente da poderosa FIEP – Feder indica ser mesmo um idealista de amplo currículo e história de vida.

A mim impressiona, fazendo a leitura do time de primeira magnitude que o apoia, encontrar, por exemplo, um dos líderes do ultraconservador movimento católico Opus Dei, Guilherme Cunha Pereira, ao lado de Nigri, uma personalidade indissociável da comunidade judaica de São Paulo. Essa abertura para o ecumenismo (ou diálogo inter-religioso?) é outra significativa marca de Feder, que atrai Skaff, paulistano de origem árabe maronita católica, assim como aglutina em torno de si personalidades da mídia eletrônica, como o apresentador Ratinho.

Tenho para comigo que Feder deve ser o escolhido, ou, pelo menos, tem hoje, nesta segunda, 96% de possibilidade de substituir outro filho de Abraão, Isaac e Jacó no MEC, o desastrado Abraaham Weintraube, agora com assento no Banco Mundial em Washington.


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