Passaporte da vacina é ‘uma bobagem’, diz Ratinho Jr em entrevista

Segundo o governador, é justo cobrar o certificado daqueles que vêm de fora do país, mas lembrou que apenas 3% da população paranaense não quis se imunizar

Redação

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, afirmou que a exigência do passaporte da vacina contra a Covid-19 é “uma bobagem“. A declaração foi feita em uma entrevista para a Rádio Jovem Pan, na manhã desta terça-feira (14).

Carlos Massa Ratinho Jr.
Foto: Divulgação.

O argumento dele é de que 97% da população do estado está imunizada.

“Eu acho que na Europa até justifica, porque tá com 30% da população vacinada. Aqui nós temos 2% ou 3% de pessoas que não quis e eles estão vendo que é importante se vacinar”,

disse Ratinho Jr.

Ele disse ainda que considera importante cobrar o certificado da vacina daqueles que vêm de fora do país, mas que não seria uma prioridade “interna” no estado.

A declaração de Ratinho Jr acontece um dia antes da sessão virtual extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), agendada pela ministra Rosa Weber para esta quarta-feira (15), para julgamento da obrigatoriedade do passaporte da vacina.

Rosa acolheu o pedido do colega Luís Roberto Barroso, relator do caso, que decidiu que viajantes que chegam ao Brasil devem apresentar comprovante de vacinação, mas pediu que o plenário avaliasse o tema.

Pesquisa

Dois em cada três brasileiros (65%) são favoráveis a que os estabelecimentos comerciais e outros lugares exijam o comprovante de vacinação contra a Covid como condição para os clientes frequentarem o local, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento foi feito entre 18 e 23 de novembro.

Apenas 22% dos entrevistados são contra essa prática. Os dados mostram, no entanto, que essa exigência ainda não está disseminada. Só 18% das pessoas que responderam à pesquisa tiveram de comprovar a vacinação em algum dos lugares que frequentaram nos três meses anteriores.

Ao todo, 2.016 pessoas com idade a partir de 16 anos foram entrevistadas presencialmente pelo Instituto FSB Pesquisa nos 26 estados e no Distrito Federal.

Sair da versão mobile