Um levantamento do IRG Pesquisas, feito por encomenda do Grupo RIC, mostra que apenas 32,6% dos paranaenses consideram como “bom” o serviço prestado pelas concessionárias nos contratos do novo pedágio do Paraná. De acordo com a pesquisa, outros 28,3% classificam como “regular”, 13,8% como “ruim” e 12,4% como “péssimo”. Do outro lado, 6,2% consideram o serviço “ótimo”. Outros 6,8% dos entrevistados pelo instituto não souberam ou não quiseram responder à pesquisa.

A pesquisa mostrou ainda que, no recorte de gênero, mais mulheres (37,5%) do que homens (26,7%) consideram o serviço das concessionárias como “bom”. Eles também avaliam mais o serviço como “péssimo” – 18% em relação a 7,7%, no caso delas.
No recorte por idade, o grau de pessoas que avaliam o serviço como “bom” vai caindo progressivamente. De 16 a 24 anos, o percentual é de 40,4%. Na última faixa, 60 anos ou mais, são 31,2%. No caso da avaliação do serviço como “péssimo”, os percentuais variam entre 4,8 e 18,5%, sendo o mais baixo entre 16 e 24 anos e o mais alto entre a faixa de 45 a 59 anos.
Já na escolaridade, o maior índice de usuários que acham o serviço “bom” está nos com ensino superior, seguidos dos de ensino médio (32,4%) e por último os com ensino fundamental (31,9%). A tendência se mantém na avaliação como “péssimo”, com mais pessoas com ensino fundamental (13,8%) considerando o serviço assim do que as com ensino médio (11,7%) e com ensino superior (11,4%).
A pesquisa IRG/Grupo RIC foi feita por meio de entrevistas telefônicas realizadas com 1.000 paranaenses com mais de 16 anos, no período entre 26 de fevereiro e 4 de março. A amostra foi escolhida para atingir proporcionalmente o Estado e dividida em 193 municípios, com grau de confiança de 95%. O levantamento tem margem de erro de 3,2 pontos percentuais, para mais ou para menos,
O serviço dos novos pedágios do Paraná
Os novos pedágios do Estado foram divididos em seis lotes, compostos por rodovias federais e estaduais, estas cedidas mediante convênio entre os governos federal e do Paraná.
Quatro deles já estão sendo operados com cobrança de pedágio aos motoristas. E dois, 3 e 4, que foram leiloados em outubro do ano passado, ainda passam pela fase de obras e reformas emergenciais, sem previsão do início de pagamento para circulação.