Por Denise Mello e Paulo Debski

O índice é alarmante. Em 2016 o Paraná registrou um aumento de 27% nos crimes contra o patrimônio, que são furtos e roubos, reflexo direto da recessão econômica, avalia o secretário de segurança pública Wagner Mesquita. “Tanto o crime contra o patrimônio quanto a violência doméstica têm relação direta com o período de crise econômica. Registramos este índice de 27% de aumento nos furtos e roubos enquanto Goiás, por exemplo, registrou aumento de 70% nesta modalidade. Isso exige medidas emergenciais e é no que estamos trabalhando”, afirmou Mesquita em entrevista à Banda B na manhã desta quinta-feira (30).
Trabalho integrado
Mesquita também reconheceu na entrevista que é preciso melhorar o trabalho de inteligência policial, principalmente em relação a gestão de informação. Apesar da criação da força-tarefa dentro do serviço de inteligência que, entre outros feitos conseguiu identificar os responsáveis das quadrilhas de roubos a caixas eletrônicos diminuindo a ocorrência deste tipo de crime no estado, Mesquita reiterou que os sistemas das polícias Civil e Militar ainda não se conversam, gerando um problema administrativo. Quando um carro é roubado e a vítima registra um Boletim de Ocorrência em uma delegacia, por exemplo, esta informação não necessariamente fica disponível para a Polícia Militar, e vice-versa. Para o secretário, falta uma lei específica que regulamente isso.
“Estamos finalizando um projeto de lei que cria um sub-sistema de inteligência. Hoje não há lei para isso e esta integração acaba acontecendo de forma empírica, sem regras. Assim que esta lei for aprovada e regulamentada, teremos todo o serviço integrado das polícias, inclusive com informações do departamento penitenciário, que tem informações importantes para a segurança”, disse o secretário.
Ouça a entrevista:
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