Ouvi, de novo, de Osmar Dias, nesta terça, 10, que ele está aberto a diálogos com todos os partidos. E que esperava – “para hoje mesmo” (10) manifestação do MDB definindo condições para eventual caminhada junto com o PDT na eleição de outubro. Considera “normal” que partidos alinhavem suas condições para eventuais alianças.
Uma coisa ficou-me claro: Osmar está aberto aos que com ele querem dialogar em torno daquilo que ele define como seu “Projeto de Estado”, o seu plano de governo.
Como também me ficou claro que, se as relações com o irmão continuam boas do ponto de vista familiar, podem ser interpretadas como estando meio azedas, no plano político. Isso depreende da resposta que me deu sobre se ele continua apoiando a candidatura de Alvaro Dias a presidente: “Isso depende dele, que quer o apoio de 3 candidatos ao governo do Paraná”
SOBRE CIDA: AMIZADE
Respondendo à minha indagação sobre se estaria fazendo gestões para eventual aliança com Cida Borghetti num presumível segundo turno, garantiu apenas: é amigo de Cida e de sua família, “somos da mesma cidade, Maringá”. Explicou, provocado, que o encontro que teve com Ricardo Barros, “semanas atrás”, foi mais uma oportunidade de diálogo, coisa que, disse, seria de seu feitio. Mas que isso não pode ser interpretado como definição de aliança apriorística às eleições. “Isso não significa aliança no segundo turno”, garantiu.
A propósito de conversações com o MDB e com o senador Roberto Requião, acha que isso tudo está dentro do tônus político, “fato normal para um candidato. Eu não tenho ciúmes dos outros candidatos quando eles conversam com outras siglas”.
PROJETO DE ESTADO
Osmar mantém a pregação de sempre, em tom consistente, num diapasão coerente que registro há meses. Insiste em registrar que sua campanha não dispõe de recursos, “nem de helicóptero ou avião” para ir ao encontro dos eleitores.” Minha campanha é toda balizada por um projeto de Estado, não envolve barganhas como a promessa de distribuição de benesses ou de cargos públicos”.
QUEM SERÁ VICE
Fortemente identificado com o agronegócio, assim como esteve nas duas vezes anteriores em que tentou ser governador do Paraná, Osmar Dias admite que seu vice deverá contemplar outro segmento da vida paranaense.
– Alguém da área da indústria ou do comércio?
A pergunta fica com uma meia resposta: “Ainda é cedo para tratar do vice”.
‘SACRAMENTAÇÃO’ NO DOM PEDRO II
Muita água vai rolar até 4 de agosto, de 9 às 12 horas, quando o Clube Recreativo Dom Pedro Segundo (Rua Brigadeiro Franco) estiver acolhendo a Convenção Estadual do PDT para oficializar o nome de Osmar Dias como candidato ao governo.
Eu, que acompanho há dezena de anos a história de convenções partidárias, me lembro bem dos tempos do forte bipartidarismo – no período autoritário – quando apenas o PMDB e ARENA podiam existir, mesmo que admitindo sublegendas, e que decidiam seus futuros em convenções em dois clubes de Curitiba. O mais notável deles sempre foi o Dom Pedro II, que agora voltará a viver dias de brilho político; o outro, ainda muito identificado com eventos políticos, convenções especialmente, é a Sociedade Morgenau.
Esses clubes, que sempre atenderam basicamente a seus bairros e a antigas famílias de associados, nunca foram parte da chamada “primeira linha”. Estão na cota dos clubes populares mais bem equipados em espaços e serviços para os associados.
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