Menos de um mês após o Ministério Público Federal (MPF) denunciar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por corrupção em esquemas ilícitos na Saúde do estado, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) se movimentou para abrir processo de impeachment contra o chefe do Executivo fluminense. A ferramenta ganhou força a partir de 2016 – quando a então presidente Dilma Rousseff (PT) foi destituída do cargo –, e, agora, tornou-se uma onda que apanha governadores e prefeitos que não contam com bases políticas sólidas.

Além de Witzel, outros dois mandatários estaduais são alvo de denúncias que pedem a cassação de seus cargos: o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), e o do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Até hoje, uma única tramitação chegou a ser concluída no âmbito estadual: em 1957, referente ao então governador de Alagoas, Muniz Falcão.