O diretor executivo da Polícia Federal e ex-superintendente da corporação no Rio, delegado Carlos Henrique Oliveira, pediu para prestar um novo depoimento no inquérito que investiga suposta tentativa de interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF. Oliveira deve ser ouvido novamente na próxima quarta-feira.

O número 2 da PF contradisse Bolsonaro. Oliveira afirmou em audiência na quarta-feira passada que a regional fluminense mirou familiares do presidente. Segundo ele, o inquérito “era de âmbito eleitoral, e já foi relatado sem indiciamento”. Disse ainda que a saída do delegado Ricardo Saadi da chefia da PF no Rio não se deu por “questões de produtividade”, como alegou Bolsonaro na primeira tentativa de trocar o superintendente da corporação fluminense, pivô da crise entre o presidente e o ex-ministro Sérgio Moro.

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A PF intimou outros três delegados para serem ouvidos na investigação sobre as acusações de Moro contra Bolsonaro. Na terça-feira, prestará depoimento o delegado Claudio Ferreira Gomes, diretor de Inteligência da corporação. A suposta cobrança do presidente da República por relatórios da PF é um dos pontos centrais do inquérito.

Na quarta, além de Oliveira, vão depor os delegados Cairo Costa Duarte e Rodrigo de Morais. Ambos estão lotados na PF de Minas Gerais – Duarte é o superintendente da unidade e Morais é o responsável por conduzir as investigações sobre o atentado à faca sofrido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral, em 2018

Audiências

Nesta semana, foram prestados nove depoimentos. Foram ouvidos os delegados Maurício Valeixo, Alexandre Ramagem, Ricardo Saadi, Alexandre Saraiva e Carlos Henrique Oliveira; os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.