Após receber novas denúncias, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (CEDP) da Câmara Municipal de Curitiba decidiu nesta sexta-feira (22) adiar a votação sobre o processo ético-disciplinar contra o vereador Eder Borges (PL) por suposta quebra de decoro parlamentar.

A representação apura a conduta do parlamentar durante a sessão plenária de 1º de abril deste ano. No momento, o vereador fez um gesto de “arminha” com as mãos para uma fotografia dentro do plenário. O caso foi ao conselho como possível infração ético-disciplinar.
Uma nova denúncia é contra Eder Borges e a outra é dele contra três vereadoras, Camila Gonda (PSB) , Giorgia Prates (PT) e Vanda de Assis (PT). Diante das novas denúncias, o Conselho determinou que as representações fossem anexadas no processo e pediu para notificar todos os citados para que possam fazer suas defesas.
O que dizem as novas denúncias contra vereador de Curitiba ao Conselho de Ética?
A votação acabou sendo adiada porque o conselho recebeu duas novas denúncias encaminhadas pela Corregedoria da Câmara relacionadas ao mesmo episódio.
Uma das representações, de número 435/2026, é da vereadora Camila Gonda contra Éder Borges. Já a denúncia 638/2026 foi protocolada por Éder Borges contra as vereadoras Camila Gonda, Giorgia Prates e Vanda de Assis.
Defesa do vereador já havia pedido adiamento
Antes do início da reunião, a defesa de Eder Borges também tinha pedido para adiar da sessão que votaria as denúncias contra o vereador de Curitiba. No entanto, o presidente do colegiado, vereador Lórens Nogueira (PP), rejeitou o pedido.
A falta de defesa técnica por advogado não será causa de nulidade do ato. Além disso, os advogados não instruíram o pedido com prova documental da impossibilidade alegada, prevalecendo, portanto, o interesse público e a celeridade do rito processual.
afirmou o presidente do Conselho de Ética.
O que acontece nas próximas etapas?
Na próxima reunião, o Conselho de Ética deverá votar a admissibilidade e a continuidade do processo ético-disciplinar. Caso a maioria dos integrantes aprove a continuidade da denúncia, o colegiado elegerá um relator e um vice-relator responsáveis pela fase de instrução do caso.
Essa etapa inclui a coleta de provas, oitivas e demais procedimentos previstos no rito processual. Os conselheiros também deverão analisar possíveis impedimentos ou suspeições entre os nove membros titulares do colegiado, situação que pode levar à convocação de suplentes.
Embora o parecer inicial sugira a aplicação de censura pública, o Conselho de Ética tem autonomia para definir os encaminhamentos e eventuais penalidades do processo.
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