O Ministério Público do Paraná denunciou o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) pelos crimes de concussão, quando um servidor público exige para si vantagem indevida em função do cargo que ocupa, e de lavagem de dinheiro. E foi além. Está com o desembargador do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná, Jorge Vargas, um pedido de afastamento de Arruda do mandato de deputado estadual.

ricardo arruda
Foto: Divulgação Alep

O pedido de afastamento não consta na denúncia apresentada pelo MP, mas foi confirmado tanto por uma fonte do MP quanto do TJ paranaense de que está encartado nos autos. Não há prazo para que o desembargador decida tanto sobre o recebimento da denúncia criminal quanto pelo afastamento.

O ponto de partida desta investigação, que culminou no oferecimento da denúncia criminal e o afastamento, foram relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que  identificou, entre os anos de 2014 e 2019, uma série de atividades financeiras atípicas envolvendo servidores comissionados e pessoas do círculo pessoal de Arruda, que geraram suspeita da prática de crimes contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, o que ensejou a comunicação ao MP.

Ao longo de 118 páginas, o MP narra uma nova modalidade de rachadinha, cujo objetivo central é desviar dinheiro público. A figura do assessor parlamentar ainda é essencial para o sucesso do esquema criminoso. Mas ao invés de saques e depósitos entre contas, que deixam rastros, o MP detectou também vertentes da “rachadinha” que convergem para a mesma prática nefasta na Assembleia Legislativa.

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MP pede afastamento de Ricardo Arruda após denúncia de rachadinha

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