Da Redação*

“Paulo Munhoz da Rocha, Paulo Munhoz da Rocha, é homem sério e no trabalho não afrouxa”. Este era o jingle de campanha do então candidato a deputado federal, eleito em 1990. Foram quatros anos dedicados à política e muitos outros à Rede Ferroviária Federal (RFFSA), da qual foi presidente. Afastado desde 1994 do meio político, de onde não quis nenhum cargo mais, o filho de Caetano e irmão de Bento, que já comandaram o Paraná, descansou, aos 76 anos, nesta terça-feira (4), após lutar contra um tumor no cérebro.

pauloPaulo ao lado das filhas (Foto: Arquivo pessoal)

Paulo passou por uma cirurgia para a retirada do tumor e desde então se recuperava em casa, de onde não podia sair. Aos cuidados da esposa Beverli e das filhas Raquel, Marina e Denise teve muito amor até o último instante. Agora, Paulo fará companhia aos pais e irmãos que também já faleceram, entre eles o jornalista de turfe Raphael Munhoz da Rocha, que por muitos anos escreveu sobre o tema na Tribuna do Paraná.

Formando em Engenharia Civil e um dos únicos, se não o único, coxa-branca entre o clã atleticano da família Munhoz da Rocha, Paulo foi por muitos anos presidente da RFFSA. O carinho de quem trabalhou na empresa é imenso, o rendendo inúmeras homenagens durante sua vida. Quem esteve com Paulo em Brasília de 1991 a 1994 diz a mesma coisa, sem tirar uma palavra.

Em casa, Paulo Munhoz da Rocha sempre foi amado por todos. Depois de se aposentar no final dos anos 2000, dedicou sua vida aos netos Sérgio, Paulo, Júlia, Laura e Renan. Por amor, ele levava os dois primeiros aos jogos do Furacão, mesmo tendo que esconder a torcida contra o rival. Isso, o próprio repórter que escreve pode afirmar, já que por muitos verões e invernos brincou com os primos, sob os cuidados do Tio Paulo.

Paulo será velado e enterrado nesta terça-feira, na Capela da Luz e no Cemitério Municipal. O enterro acontecerá às 17h.

*Escrito por Luiz Henrique de Oliveira, neto da irmã de Paulo, Domitila Munhoz da Rocha, que neste momento o recebe, ao lado de tantos outros, para o descanso eterno.