Moraes manda PF ouvir advogados ligados a Bolsonaro por suspeita de pressionar família de Mauro Cid

Decisão foi dada após advogados de réus da trama golpista serem suspeitos de conseguir detalhes da delação de militar

Cézar Feitoza, Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (25) que os advogados Fábio Wajngarten e Paulo Costa Bueno sejam ouvidos pela Polícia Federal.

Segundo o ministro, relatos enviados pelo tenente-coronel Mauro Cid e familiares indicam a “suposta prática dos crimes de obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa”.

O ministro do STF Alexandre de Moraes ouve o ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Antonio Augusto/STF

A defesa de Mauro Cid enviou à Polícia Federal declarações e documentos que, segundo a decisão de Moraes, criam suspeitas de que os advogados procuraram familiares do tenente-coronel para conseguir informações sobre sua colaboração premiada.

Paulo Bueno é um dos advogados que compõem a equipe de defesa de Jair Bolsonaro (PL) no STF. Wajgarten também auxiliava o ex-presidente até ser demitido no último mês.

De acordo com Cid, Wajngarten fez “intensa tentativa de falar com a família e com Mauro Cid, tanto através da filha G.R.G [menor de idade] como de sua esposa, Gabriela Ribeiro Cid.

“Não bastasse as várias investidas sobre a filha e esposa de Mauro Cid, a defesa dos corréus investiu também sobre sua mãe, Agnes Barbosa Cid, quando em eventos realizados na Hípica de São Paulo, o Dr. Luiz Eduardo Kuntz, uma vez acompanhado pelo Dr. Paulo Costa Bueno, cercaram-na no sentido de demover a defesa então constituída por Mauro Cid, conforme declaração particular que também acompanha a presente”, disse a defesa de Cid.

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