Alvo da operação policial desta quarta-feira (27), o ex-deputado federal Roberto Jefferson criticou o mandado de busca e apreensão em sua residência, após autorização do STF (Supremo Tribunal Federal). Em entrevista à Jovem Pan, Jefferson criticou o ministro Alexandre de Moraes e o acusou de querer intimidá-lo.

“A ação é intimidatória, é uma censura que o Alexandre de Moraes quis fazer. Quis mostrar que rasgando um pedaço da toga dele, ele poderia me calar, me botar uma mordaça, mas ele está enganado. Comigo, o buraco é mais embaixo”, disse ele, que é um dos investigados pelo inquérito das fake news.

O ex-deputado acusou Moraes de “advogado do PCC” e disse que não o respeita: “Vou enfrentá-lo de igual para igual. Um homem que era advogado do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, que reúne criminosos do entorpecente que mandam matar policiais de dentro da cadeia, não tem qualidade moral, intelectual, superior a mim. Eu não o respeito como ministro do STF porque ele envergonha a corte”.

Jefferson declarou que a ação foi “revoltante”, embora tenha acrescentado que a equipe policial que fez as
buscas em sua residência foi cordial com ele.

O ex-deputado federal e presidente do PTB  afirmou que agentes da Polícia Federal (PF) apareceram em sua casa em Comendador Levy Gasparian, município do Rio de Janeiro, para cumprir mandados de busca e apreensão, mas não levaram nada.

“Eu não tinha nada que eles pudessem levar. O meu celular não estava em casa porque ontem visitei minha sogra e esqueci meu celular na casa dela. E não tenho computador em casa. As armas que tenho são duas de pequenos porte e são registradas, portanto não levaram. Eles estiveram aqui, revistaram tudo, mas não levaram nada”, disse.

Além de Jefferson, deputados federais e estaduais, ativistas e empresários também foram alvo da operação nesta quarta.

Veja a entrevista: