Em meio à polêmica sobre o reajuste de servidores, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes tiveram uma reunião dura na manhã desta quinta (7), antes da chegada dos empresários ao Palácio do Planalto.

Depois da conversa, o presidente mudou o discurso.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia queixou-se a Bolsonaro do que avaliou ter sido uma bolada nas costas no projeto de socorro aos estados.

Com o patrocínio do presidente, diversas categorias foram poupadas do congelamento salarial na votação do Congresso. Guedes havia sido o principal articulador dessa trava e saiu derrotado.

Nessa reunião, o ministro advogou junto ao presidente pelo veto, demonstrou a Bolsonaro que a decisão teria efeitos negativos na economia, com a reação adversa de investidores, o que põe em risco a própria sobrevivência do governo dele.

Guedes ressaltou ainda que se trata de uma injustiça, pois o setor privado já sofre com demissões em massa e a recessão vai se agravar.

Na visão de auxiliares do ministro, Bolsonaro age para atender a sua clientela mas tem noção de “causa e efeito” quando se trata de Guedes. E, por isso, há expectativa de que o presidente cumprirá o compromisso de vetar o reajuste de servidores, apesar da pressão contrária de aliados.