Redação com AEN

Governador Beto Richa. Foto: Ricardo Almeida / ANPrGovernador Beto Richa. Foto: Ricardo Almeida / ANPr

O Governo do Estado do Paraná vai dar início ao pagamento de mais um grupo de credores. A partir do dia 17 de agosto serão quitados débitos entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. A lista inclui 1.082 fornecedores do Estado e o desembolso somará R$ 183 milhões.

O pagamento será feito com recursos de dividendos recebidos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O caixa do governo teve um reforço extra com o recebimento de participação nos lucros de duas empresas que controla. Foram R$ 71 milhões vindos da estatal de energia e R$ 107 milhões da empresa de água e saneamento.

“Esta é mais uma importante etapa no processo de atualização dos pagamentos aos nossos credores”, afirmou o governador Beto Richa. “Peço, mais uma vez, a compreensão dos nossos fornecedores. Mas eles têm a minha palavra de que o Estado vai honrar integralmente todos os compromissos assumidos, como de fato já o fizemos com milhares de empresas que prestam serviços ao Estado do Paraná”, acrescentou Richa.

Três meses

A quitação de débitos de até 300 mil dá continuidade à decisão tomada em maio, de pagar dívidas no valor de até R$ 100 mil. Foram aplicados R$ 234 milhões para pagar 17 mil fornecedores. Em três meses terão sido pagos R$ 417 milhões a 18.110 fornecedores de bens e serviços, o que representa 95% dos credores de contratos lastreados em recursos do tesouro não vinculados.

“Além disso, já pagamos no atual exercício R$ 136 milhões referentes a parcelas de precatórios do ano passado e, também, várias outras dívidas relativas a pessoal e encargos sociais”, apontou o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, lembrando que isso tem sido possível graças aos resultados do ajuste fiscal que começou no fim de 2014 e continua em andamento pelo governo.

Segundo o governador Beto Richa, a fase mais difícil do processo de ajuste das contas estaduais já foi superada. “Graças às medidas fiscais, legais e administrativas adotadas a partir do final de 2014, conseguimos equilibrar as finanças do Estado”, disse o governador. “Algumas medidas deste amplo conjunto de políticas públicas foram bastante impopulares naquele momento e foram recebidas com compreensível contestação. Mas, agora, em face da prolongada recessão econômica, ficou muito bem demonstrado que elas eram absolutamente necessárias”, acrescentou Richa.