Governador Luiz Fernando Pezão foi preso na Lava Jato nesta quinta – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Agentes da Polícia Federal e procuradores da República prenderam nesta quinta-feira o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão . A ordem para esta nova fase da Lava-Jato foi dada pelo ministro e relator do caso Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também relatou a Operação Quinto do Ouro, que prendeu cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) em março do ano passado. Pezão foi preso em casa, no Palácio das Laranjeiras, onde vive com a família.

O pedido de prisão foi feito pela PF do Rio, com aval da Procuradoria Geral da República (PGR), a um mês do sucessor de Sérgio Cabral terminar o mandato. Pezão é acusado de receber propina por meio de mesada de R$ 150 mil por mês entre 2007 e 2014. A prisão é com base na delação de Carlos Miranda, operador financeiro de Sérgio cabral, ex-governador, que está preso. a propina envolveria bônus de R$ 1 milhão e também 13º salário.

Também há agentes no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Os policiais estão na casa de Pezão em Piraí, no Vale do Paraíba, na região sul fluminense,

Há ainda mandados contra o  ex-secretário de Obras do estado do Rio, Hudson Braga, e dois homens apontados como operadores de um complexo esquema de segurança. As operações começaram por volta das 6h da manhã envolvendo pelo menos três viaturas e helicópteros que sobrevoam a região.

Pezão é o terceiro governador do Rio de Janeiro preso e o primeiro em cumprimento do mandato. Os ex-governadores Anthony Garotinho e Sergio Cabral foram presos. Também foram detidos, anteriormente, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (MDB) e vários parlamentares da Casa.

Transição

Após a prisão do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), em operação da Polícia Federal denominada Boca de Lobo, o governador eleito do Estado, Wilson Witzel (PSC), divulgou nota oficial garantindo que a transição de governo não será afetada.

No comunicado, Witzel diz ainda confiar na Justiça e na condução dos trabalhos pelo Superior Tribunal de Justiça e Polícia Federal. “A transição não será afetada. A equipe do governador eleito seguirá trabalhando para mudar e reconstruir o Rio de Janeiro”, destacou o futuro governador.