A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) acusou nesta terça-feira (27), em pronunciamento no Plenário, os integrantes da Operação Lava Jato de promoverem a impunidade, em vez do combate à corrupção. Ela baseou sua opinião no fato de que a maioria dos empresários corruptores estarem soltos, após fazerem acordos de delação premiada.

A parlamentar criticou a possibilidade de soltura do ex-ministro Antonio Palocci, que está preso em Curitiba e cujos testemunhos qualificou de mentirosos. Palocci fez novas acusações ao ex-presidente Lula e a outras lideranças do PT. Gleisi Hoffmann também responsabilizou o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, pelos problemas de saúde que Lula possa vir a enfrentar na prisão.

Gleisi Hoffmann – Foto Ag. Senado

— O que querem é acabar com o Lula, o que querem é que Lula não sobreviva. Eu quero dizer desta tribuna: o que se pretende é que Lula morra. É isso o que estão fazendo. Essa promessa de Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, de deixá-lo apodrecer na prisão. E essa é a ação do Sr. Sérgio Moro, que não tem outra coisa na vida a fazer senão a sua vingança, seu ódio contra Luiz Inácio Lula da Silva — afirmou a senadora.

“É esta a promessa de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista: deixá-lo apodrecer na prisão, e esta é ação do Sr. Sergio Moro, que não tem outra coisa na vida a fazer senão a sua vingança, o seu ódio contra Luiz Inácio Lula da Silva. Que fique bem claro: se algo acontecer a Lula, a responsabilidade é dessa Operação Lava Jato, que não tem nenhuma responsabilidade com a verdade, com as provas e com o devido processo legal”, acusou a senadora.

Para Gleisi, a história vai registrar que, ao contrário de combater a corrupção, como era seu objetivo inicial, a Operação Lava Jato, comandada por Sergio Moro, promoveu um “espetáculo de impunidade”.

“A maioria dos corruptos da Petrobras e dos corruptores e seus agentes está solta ou cumprindo prisão domiciliar. Aproveitam-se das fortunas que roubaram, graças a acordos de delação premiada em que não disseram a verdade. Disseram o que os procuradores e Sérgio Moro queriam ouvir, para atingir principalmente o PT e perseguir o Presidente Lula”, destacou.