Um dos principais opositores do atual prefeito e candidato à reeleição Rafael Greca (DEM), Fernando Francischini do PSL garantiu que o seu Plano de Governo contempla a abertura noturna dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Como prefeito de Curitiba, o candidato garantiu que abrirá uma creche em cada Regional da cidade para aqueles pais que trabalham em horários noturnos. “É um absurdo uma creche fechar às 17 horas, às 18 horas”, criticou.

Para a Banda B, Francischini defende a implantação de um cartão cidadão que armazenará todos os dados e informações do curitibano e de toda a família. “É um simples cartão, mas quem quiser pode baixar um aplicativo no celular, pode usar biometria, também pode. Nós teremos um banco de dados únicos na prefeitura que, quando ele for no posto de saúde, é o mesmo banco de dados que terá um prontuário para acesso de médicos. Na educação, saberemos quantos filhos, qual idade escolar de cada um, para que haja um planejamento educacional, matrículas e escolas perto, sem aquelas imensas filas”, disse ele, em entrevista à Banda B, na manhã desta quinta-feira (29), integrando a série conduzida pelo apresentador Paulo Sérgio Debski.

Segundo ele, o cartão cidadão será importante para entender a rotina dos curitibanos e o oferecimento de serviços públicos. “Saberemos qual é o horário exato para cada família. É um absurdo uma creche fechar às 17 horas, às 18 horas. O horário padrão é você trabalhar até as 18 horas, então faz o que com a creche fechando antes da saída dele do trabalho. E aqueles que trabalham mais tarde, fazem o que com as crianças? A ideia é ter creches, pelo menos uma em cada regional, que tenham esse atendimento diferenciado”, planeja o candidato do PSL.

 

Apresentador Paulo Sérgio Debski e o candidato do PSL, Francischini. Foto: Reprodução

 

Cartão emergencial

O candidato do PSL falou sobre o fim do auxílio emergencial e de que forma isso o motivou na criação de um cartão que possibilitará a compra em comércios de bairro. “Acaba o auxílio emergencial em dezembro, metade do valor porque está acabando o dinheiro. Esse foi o único auxílio que as pessoas tiveram, as pessoas mais humildes, os desempregados, que foi o auxílio do presidente Bolsonaro. Aqui não tivemos nada. O único auxílio do Greca foi para os mega empresários dos ônibus, quase R$ 200 milhões. Auxílio emergencial para os milionários que o prefeito criou”, disse ele.

Diante disso, o candidato do PSL acredita que o novo prefeito irá assumir a Prefeitura de Curitiba em meio a um caos social. “São 167 mil desempregados de carteira assinada, ele vai ter o fim do seguro desemprego porque sem ficou sem trabalho terá o fim da parcela. Então, o novo prefeito vai assumir em meio a crise. Se a gente não criar um auxílio emergencial com porta de saída para alimentos e higiene para quem mora nos bairros mais humildes, teremos um caos na segurança pública e humanitária”, acredita ele.

Para isso, uma das propostas de Francischini é criar um Cartão Cidadão. “Esse cartão só poderá ser usado em micro e pequenas empresas do bairro, para fazer essas empresas girarem. Não adianta ele ir nas grandes redes de mercado e marcas. Quero que ele compre na farmácia, no mercadinho do bairro, na loja de sapatos perto de casa”, garantiu.

A contrapartida é fazer com que esse comerciante do bairro contrate aquelas pessoas que estão desempregadas e morem na região. “Ele vai usar o banco de emprego na Prefeitura para contratar quando ele abrir vaga. Então, eu vou dizer a ele quem no bairro está desempregado e está no auxílio. Vamos limpando o auxílio conforme os empregos vão voltando, é uma forma de criar um círculo virtuoso para gerar emprego e salvar empresas pequenas da nossa cidade”, defendeu a proposta.

Aliado

Sobre a declaração polêmica do presidente Bolsonaro, que disse estar sendo ‘usado’ por candidatos em Curitiba, Francischini nega que a fala tenha sido para ele. “Passou longe. Sou aliado de primeira hora e coordenador da campanha e estou junto, só ver minhas redes sociais. Mas, nessa hora é comum, qualquer coisa que aconteça, o candidato que está no segundo turno é bombardeado pelos outros candidatos, principalmente, em quem está na administração. Mas o prefeito Rafael Greca pode me esperar no segundo turno, talvez, ele apareça para os debates”, rebateu o candidato do PSL.

Perfil

Para o candidato do PSL à Prefeitura de Curitiba, o perfil gestor é importante na condução de uma cidade. “Eu consigo ter uma influência mais forte na vida das pessoas com uma caneta do poder executivo, aquele que executa as políticas públicas, aquele que impacta mais diretamente na vida das pessoas. Essa experiência de oficial do Exército, sendo gestor, secretário, comandando grandes instituições, ficha limpa, nenhuma denúncia, nenhum processo, juntei todas as minhas certidões, o que poucos políticos podem. Agora, chegou a hora de retribuir isso para a cidade de Curitiba”, garantiu.

“Candidato a prefeito é aquele que consegue enxergar e manter o que está bom, por exemplo, Curitiba tem a parte turística boa, funciona bem como sendo cartão-postal. Mas, é preciso cuidar dos bairros que estão abandonados, Sítio Cercado, Tatuquara, CIC, Bairro Alto, Botiatuvinha, bairros periféricos que apenas o asfalto nas ruas principais chegou, assim como as propagandas do prefeito, que são muito boas”, finalizou.

Saiba aqui a ordem das próximas entrevistas.