A coordenação jurídica da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (19). De acordo com o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu 48,9% das intenções de voto contra 41,8% de Flávio após o vazamento do áudio do parlamentar para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Pré-campanha de Flávio Bolsonaro acionou o TSE para questionar pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial. A imagem mostra o prédio do TSE.
Flávio Bolsonaro contestou no TSE pesquisa eleitoral divulgada pela AtlasIntel. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

AtlasIntel se manifestou por meio de nota

Em nota à imprensa, a AtlasIntel manifestou “tranquilidade diante de qualquer questionamento” e disse estar preparada para responder com “rigor técnico e metodológico”.

A empresa colaborará com o TSE em tudo que for necessário e confia na análise imparcial das autoridades eleitorais competentes.

disse a AtlasIntel

Pré-campanha de Flávio também se manifestou

Em nota, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro informou que a representação apresentada ao TSE questiona “a metodologia adotada no levantamento” da AtlasIntel, que “teria sido estruturado de forma a induzir gravemente uma percepção negativa” sobre o pré-candidato do Partido Liberal (PL).

Segundo a representação, a sequência das perguntas, a forma de apresentação dos temas e o uso de associações entre o pré-candidato, Daniel Vorcaro e o Banco Master contaminam e induzem as respostas dos entrevistados, comprometendo a integridade dos resultados.

diz a nota de Flávio Bolsonaro

A respeito disso, a AtlasIntel disse que, durante o questionário, o áudio não foi reproduzido. “Foram feitas perguntas para verificar o conhecimento prévio do respondente sobre o caso e se ele já havia ouvido o áudio por conta própria”, comentou.

Coordenação jurídica fala em “crime eleitoral”

A coordenação jurídica da pré-campanha diz ainda que a “pesquisa revela precedente manipulativo grave e deixou de observar a neutralidade esperada em levantamentos eleitorais”. A representação pede que o tribunal apure “possível prática de crime eleitoral”.

Segundo a nota da coordenação jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o pedido apresentado também inclui medida liminar para suspender a divulgação da pesquisa.

De acordo com TSE, o relator do caso é Nunes Marques, presidente do tribunal e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

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