Entidades saem em defesa do Governo e em apoio ao cancelamento do reajuste do funcionalismo


Redação

Após o governo do Paraná anunciar que pode revogar o acordo que pôs fim à greve dos professores no ano passado – e que valeu para todos os servidores – cancelando o reajuste no final do ano, entidades como a Federação da Agricultura do Paraná (Faep)_ e Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) divulgaram manifestos em apoio a revogação do aumento.

Foto: Divulgação Alep

Conforme acordado com os professores em meio à greve do ano passado e após o confronto do dia 29 de abril, as perdas inflacionárias de 2016 serão pagas em janeiro de 2017 – quando os servidores também deverão ganhar um adicional de 1%. O problema é que o Executivo expôs aos deputados não ter condições de honrar promoções e progressões na carreira do funcionalismo e, ao mesmo tempo, garantir o reajuste ao final do ano. De acordo com o líder do governo, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) ou é uma coisa ou outra.

Enquanto o debate esquenta na Assembleia Legislativa, os deputados receberam nesta quarta-feira (6) manifestações da Faep e Faciap, além de outros sindicatos, defendendo o cancelamento dos reajustes. Sob o argumento da crise sem precedentes que o país atravessa, a Faep diz: “Cremos que chegou a hora de o funcionalismo público – e no nosso caso o estadual – dar a sua contribuição, abrindo mão do reajuste salarial para evitar pressão sobre o orçamento do estado para que haja recursos para os serviços e obras essenciais”, diz o presidente da Faep, Ágide Meneghette. “A proposta do Governo do estado de suspender a correção salarial do funcionalismo público neste momento é correta e justa”, completa em outro trecho.

Também em manifesto público, o presidente da Faciap, Guido Bresolin Junior, entregou ao governador Beto Richa um documento, em nome da entidade, em que sugere várias medidas para a retomada do crescimento econômico, e a volta dos investimentos ao Paraná. Entre as medidas também está o cancelamento do reajuste com a “publicidade sobre a utilização dos valores decorrentes do não reajuste salarial do funcionalismo público”. Entre as entidades que já se manifestaram contrárias ao reajuste estão ainda o Sindicato Rural de São José dos Pinhais, o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná e o Sindicato Patronal de Ribeirão do Pinhal.

O argumento do governo é de que a crise econômica que atinge o País frustrou as previsões de arrecadação do Estado. E que até 31 de julho, somente as promoções cujo pagamento está atrasado somam R$ 346 milhões. Até o final do ano, esse valor chegaria a R$ 700 milhões. Os servidores exigem o cumprimento do acordo fechado no ano passado, e ameaçam entrar em greve.

A possibilidade é que o governo encaminhe um substitutivo à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 prevendo o cancelamento do reajuste ou das progressões.

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