Governador Beto Richa. Foto: AEN

 

Horas depois do anúncio da Operação Integração, 48ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira, 22, o governador do Paraná, Beto Richa, afirmou que a Controladoria Geral do Estado vai apurar as irregularidades. Por meio de nota à imprensa, Richa afirmou que determinou a pronta instauração de processo de investigação para o esclarecimento de eventuais irregularidades apontadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, na chamada “Operação Integração”, que envolve a concessão de rodovias federais no Paraná.

Segundo a Polícia Federal, “mesmo existindo uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e um estudo técnico recomendando a redução da tarifa em 18%, a empresa investigada foi favorecida por dois termos aditivos e um termo de ajuste que aumentaram a tarifa paga pelo usuário em mais de 25%”.

Já o governo do Estado afirmou que “tanto os contratos quanto os aditivos relacionados ao chamado Anel de Integração foram conduzidos pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), que é o poder concedente. E todos terminaram submetidos ao crivo da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná – Agepar, que homologou seus termos. Os contratos originais do Anel de Integração foram assinados em 1997”.

A nota finaliza afirmando que Carlos Nasser não tinha qualquer vínculo com o governador. “Quanto aos fatos que envolvem o sr. Carlos Nasser, esclarece que ele exercia a função de assessor político junto à Casa Civil, cargo de terceiro escalão, sem qualquer vínculo com o Gabinete do Governador. Em razão disso, o governador determinou o seu imediato afastamento do cargo, até a apuração completa dos fatos”, finaliza.

Notícias relacionadas: