O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), se declarou contra o fim da escala 6×1 e disse que considera a pauta de mudança da jornada de trabalho uma política eleitoreira. Ele defende a adoção de outro modelo de escala de trabalho: por hora trabalhada.

Ratinho júnior, um homem jovem, branco, de cabelo castanho, vestindo camisa branca e blazer azul. Ele aparece dos ombros para cima, falando e gesticulando
Foto: reprodução / Youtube Band Jornalismo

Ratinho Júnior fez a fala no debate promovido pelo Canal Livre na noite deste domingo (15). Além de Ratinho Júnior, estavam na mesa de discussão os outros dois pré-candidatos do PSD ao cargo de presidente da República: os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado.

Para o governador do Paraná, a escala de trabalho no Brasil deve ser por hora trabalhada:

É problema do cidadão. Quer trabalhar 40 horas? Quer trabalhar 60? É problema dele. Ele que se organize com o setor que ele vai trabalhar. […] Deixe livre o cidadão para tomar a decisão que ele quiser da maneira que ele quer trabalhar.

Afirma Ratinho Júnior.

Ele defende ainda que uma mudança de escala de trabalho precisa levar em consideração principalmente o pequeno comerciante:

Como fica o dono de um açougue que tem dois ou três funcionários? Se entrar essa escala 5×2, vai ter que contratar no mínimo mais dois funcionários. Ele quase dobra o custo dele de folha e não aumenta o de venda.

Questiona o governador do Paraná.

O que dizem os outros pré-candidatos

Os outros pré-candidatos da sigla também deram suas opiniões sobre as mudanças na jornada de trabalho. Eduardo Leite foi o primeiro a se pronunciar e disse que a produtividade do brasileiro não permitiria o fim da escala 6×1.

Ele disse que a taxa de de produtividade do trabalhador brasileiro cresceu pouco em relação a outros países e que a Europa só avançou na discussão sobre redução de jornada de trabalho depois de atingir uma renda per capita muito maior do que a do brasileiro atualmente.

Nessas condições de baixa produtividade e produtividade estagnada, estabelecer isso legalmente seria um desastre do ponto de vista econômico. […] Isso vai limitar a capacidade de geração de riqueza e vai resultar na redução do próprio mercado de trabalho.

Avalia Eduardo Leite

Ronaldo Caiado concorda com o governador do Paraná dizendo que pautar a proposta do fim da escala 6×1 em ano eleitoral é uma estratégia para ganhar votos.

A constituição brasileira que eles querem modificar ela fala em máximo de 48 horas. Tem várias áreas e sindicatos que já não trabalham mais 6×1. Esse acordo é feito. […] O cidadão não sabe o reflexo de quantos serão desempregados. Vai caminhar para uma informalidade.

Defendeu Ronaldo Caiado.