O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) está na expectativa de ser o escolhido como candidato do partido PSD para disputar a Presidência. Ele é um dos três pré-candidatos do partido. Após almoço com representantes do setor financeiro nesta quarta-feira (4), o governador afirmou que o PSD pode antecipar o prazo para a escolha do nome que irá concorrer neste ano como alternativa a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). As informações são da Folha de S.Paulo.

“Eu acho que tem um ambiente para [definir] até o final de março, ou até antes”
afirmou o governador do Paraná, Ratinho Jr.
Quem será o candidato do PSD à Presidência?
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, vem dizendo que o partido anunciará a decisão até 15 de abril.
Ratinho Jr. disputa a indicação do partido contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o de Goiás, Ronaldo Caiado. Os três vão participar de um evento conjunto do PSD em São Paulo nesta sexta-feira (6).
“A parte boa é que nós temos mantido um relacionamento com o presidente Kassab, mais os governadores, mais alguns atores importantes dentro do partido, e todo mundo está bem consciente de que quem for ali o escolhido, todo mundo vai caminhar junto“
disse Ratinho Jr, na saída de um almoço promovido pela ABBC (Associação Brasileira de Bancos) em um restaurante na avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste de São Paulo.
A escolha do vice
Ratinho Jr. disse que o partido ainda não abriu conversas sobre a composição do restante da chapa, mas não descartou que o vice pode ser um dos outros dois candidatos.
“Pode ser [uma chapa pura], mas a gente nunca discutiu isso, nunca, confesso que não pensamos nisso nas reuniões, mas eu acho que é extremamente possível, até porque são todos ali que têm densidade eleitoral”, afirmou o governador.
Pela legislação eleitoral, um eventual governador que queira disputar a Presidência tem até 4 de abril para deixar o cargo. No PSD, há expectativa de que os pré-candidatos preteridos tentem uma vaga no Senado.
Ratinho Jr. disse que, por ora, não avalia essa opção. “A princípio não. Eu prefiro ajudar quem for o candidato, estar em uma coordenação, ajudando a coordenar [a campanha] na região Sul do país, Sudeste, e depois ver o que fazer, voltar para a iniciativa privada.”
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