Por Emilly Behnke

Com os votos ainda em apuração nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro reiterou nesta quarta-feira, 4, sua torcida pela reeleição de Donald Trump. Para apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, o presidente negou estar interferindo na disputa americana.

Bolsonaro foi questionado diretamente se estava interferindo na disputa eleitoral dos EUA e chegou a brincar sugerindo opções de como poderia interferir no pleito: “Quer como? Econômica, bélica, militar ou cibernética?”. Depois, Bolsonaro criticou quem sugere que exista algum tipo de interferência sua nas eleições.

Bolsonaro fala com apoiadores nesta quarta (4) – Reprodução Foco do Brasil
“Quem fala isso, quem escreve isso, tem que deixar os banquinhos escolares e ver como que é a realidade. Preferência acho que todo mundo tem, e não vou discutir com ninguém”, disse aos apoiadores. O chefe do Executivo voltou a destacar a boa relação com o presidente Donald Trump e ressaltou que o Brasil não vai interferir em nada.

“Vocês sabem a minha posição. É clara, isso não é interferência. Tenho uma boa política com o Trump, espero que ele seja reeleito E o Brasil vai continuar sendo o Brasil, sem interferir em nada, até porque quem somos nós para interferir”, afirmou.

Bolsonaro fez também referência ao candidato democrata Joe Biden Ele lembrou que Biden já chegou a sugerir medidas em relação a Amazônia e isso, segundo Bolsonaro, seria uma interferência “de fora para dentro”. “O candidato democrata, em duas oportunidades, falou sobre a Amazônia. É isso que vocês tão querendo para o Brasil? Aí sim uma interferência de fora pra dentro”, declarou.

Questionado se acha que Trump vencerá a disputa, ele disse que sim, mas não adotou o mesmo tom do candidato republicano, que se declarou vencedor antes mesmo do término da apuração. “Se Deus quiser, ele ganha, amanhã sai o resultado lá. Amanhã já o pessoal lá, aquela mídia do contra, sempre do contra, vai se render à realidade”, afirmou Bolsonaro.

O presidente também citou que recebe críticas por ter um bom relacionamento diplomático com os Estados Unidos e que a boa relação entre os dois países não existia em governos anteriores, com exceção da gestão de Michel Temer. “Acham que eu devia ser inimigo dos Estados Unidos, ou criticar o governo americano, e elogiar a Venezuela, Cuba, e outros países que não tem nada de exemplo pra nós aqui da América do Sul”, disse.