A defesa de Jorge Guaranho protocolou um pedido de habeas corpus na Justiça do Paraná. Na última sexta-feira (5), ele caiu durante o banho na cela da Cadeia Pública Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu, oeste do Estado. Diante de tal situação, os representantes jurídicos do ex-policial penal alegam a necessidade de que ele receba ‘tratamento adequado’ e tenha seus ‘direitos humanos assegurados‘.

bolsonarista que matou petista
Reprodução Redes Sociais

No comunicado emitido à imprensa nesta quinta-feira (11), a defesa elenca três pontos para justificar o pedido de habeas corpus: integridade física e saúde do acusado; violência institucional e desrespeito aos direitos humanos e garantia do princípio da dignidade humana.

O pedido de habeas corpus não é uma tentativa de antecipar a liberdade do acusado, mas sim uma medida para garantir que ele receba o tratamento adequado e seja protegido de qualquer forma de violação de seus direitos humanos.

comunicado da defesa de Jorge Guaranho emitido à imprensa.

O júri do acusado de matar a tiros o tesoureiro do PT Marcelo Arruda foi suspenso após a defesa abandonar o plenário na última quinta-feira (4). No mesmo dia, ele retornou à prisão. Na sexta (5), a defesa pediu a revogação da prisão preventiva dele.

‘Motivação política’

O Ministério Público do Paraná (MPPR) sustenta que o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em sua própria festa de 50 anos, em 2022, aconteceu por motivação política. O crime ocorreu meses antes das eleições presidenciais, e Jorge Guaranho apoiava o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro.

Segundo os relatos à polícia na época, o ex-policial penal passou de carro em frente ao salão de festas dizendo “Aqui é Bolsonaro” e “Lula ladrão”, além de proferir xingamentos. Laudo técnico aponta ainda que Guaranho gritou “petistas vão morrer” ao atirar contra o tesoureiro.

O documento, baseado em um laudo de leitura labial e imagens de câmeras de segurança, aponta que Jorge Guaranho também gritou frases como: “Aqui é Bolsonaro, Bolsonaro, porra! Petralha!” e “Pra baixo, pra baixo, pra baixo”. Para os advogados que representam a família de Marcelo Arruda, o laudo confirma motivação política por trás da morte dele.

A defesa do ex-policial, por outro lado, nega motivação política na morte do petista e argumenta que o crime ocorreu por uma “discussão de [nível] quinta série“.

Eles discutem de forma banal por uma besteira, e tem a agressão do senhor Marcelo, que acaba gerando todo esse conflito.

Samir Mattar Assad, advogado.

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Defesa pede habeas corpus para que Guaranho receba ‘tratamento adequado’ e tenha ‘direitos humanos assegurados’

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