A CPI da Covid ouve, nesta quarta-feira (30/6), o empresário Carlos Wizard sobre sua participação no “ministério paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19 e o papel dele nas negociações para aquisição de vacinas. Wizard prestará depoimento em uma fase da CPI diferente daquela na qual, inicialmente, deveria ter comparecido, no último dia 17 de junho.
Agora, a CPI entrou na etapa de investigar corrupção na compra de vacinas, após as denúncias de supostas irregularidades nas negociações da Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. Some-se a isso a acusação feita pelo representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, de ter recebido do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de fechar contrato com a pasta.
Os senadores querem entender a relação de Wizard com a Belcher Farmacêutica, que seria a intermediária da vacina Covidencia, desenvolvida pelo laboratório chinês CanSino Biologics. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contudo, avisou, nesta segunda-feira (28/6), ter encerrado o processo de autorização temporária de uso emergencial do imunizante.
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