Fabiana Schneider durante sua palestra na conferência Play the Game.

 

O dia passava devagar na holandesa Eindhoven, cinzenta e sempre iluminada pelas lâmpadas da Philips, fundada ali. Numa das conferências do evento Play the Game, a grande eucaristia do combate à corrupção esportiva, dois promotores relatavam como desvendaram um dos assuntos mais espetaculares do lado oculto do esporte: a relação delitiva entre Lamine Diack, ex-presidente da federação internacional de atletismo (IAAF), e Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê organizador dos Jogos do Rio-2016. A promotora é brasileira. Chama-se Fabiana Schneider. Seu colega homem é francês, Jean-Yves Lourgouilloux.

De Lamine Diack, sob prisão domiciliar em Paris desde novembro de 2015, e de seu filho Papa Massata Diack, que não sai do Senegal por causa do risco de ser detido se regressar à França, encarrega-se Lourgouilloux, convicto de que “lobby em inglês significa corrupção”. Muito profissional, com jeito de polícia, desentranha a relação deles tanto com a trama de doping russo (supostamente recebiam dinheiro de atletas russos para ocultar exames positivos) como com Nuzman, de quem, segundo a acusação, pai e filho receberam pelo menos dois milhões de dólares para comprar votos africanos no Comitê Olímpico Internacional (COI) quando o Rio foi escolhido como sede olímpica, em 2009.

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