Da Redação

Com inspiração no fascismo de Benito Mussolini e na Ação Integralista Brasileira, de Plínio Salgado, Curitiba sedia no próximo sábado (12) o congresso de fundação da Frente Nacionalista (FN), que se define como um movimento político-partidário de pessoas com vozes “interditadas” nos partidos políticos. O presidente é o curitibano Cristiano Machado, que já foi ligado ao Partido Militar.

frentenacionalistaDivulgação

De acordo com a página da FN no Facebook, o grupo se declara como filiado à Terceira Posição Política e é ferrenho combatente das ideologias de esquerda.

“A FN é a materialização dos piores pesadelos dos políticos profissionais da esquerda e da direita, simplesmente porque no modelo de Estado Orgânico o cidadão brasileiro será representado diretamente por suas associações de classe e grupo no congresso, eliminando os intermediários”, afirma o site do grupo.

Entre os apoiadores do grupo estão movimentos nacionalistas e ultraconservadores como os “Carecas do ABC”, Rádio Combate, e o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), do ex-candidato à presidência Levy Fidélix, que causou polêmica nas últimas eleições ao se posicionar como opositor da homossexualidade.

O grupo defende ainda que a família é a “unidade espiritual e econômica da nação”. O evento irá acontecer em uma chácara de Colombo, na região metropolitana, e o grupo espera mais de mil presentes.

Nas redes sociais, são várias às críticas ao grupo. Entre as principais, então panfletos distribuídos no Centro de Curitiba, que são apontados como do grupo, e fazem apologia também ao nazismo. O grupo, porém, nega que adote qualquer ideia ligada ao ditador alemão Adolf Hitler.