Pela primeira vez na história da região metropolitana de Curitiba. um candidato a prefeito vai disputar a eleição para a prefeitura do município sendo monitorado pela Justiça. Em Piên, o candidato a prefeito Gilberto Dranka, que já administrou a cidade por dois mandatos, vai tentar voltar a prefeitura disputando a eleição desse ano com tornozeleira eletrônica.

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Gilberto Dranka é acusado no duplo homicídio que chocou a cidade logo após a eleição de 2016, quando o prefeito eleito Loir Dreveck foi assassinado. Dranka foi preso na época após longa investigação policial, sendo apontado como um dos mandantes do crime.

Após um ano preso Dranka está sob liberdade monitorada e aguarda decisão do julgamento. Como ainda não foi julgado, vai concorrer a eleição. Ele nega as acusações. Em vídeo após ser preso, disse que provaria a sua inocência. “Eu sou inocente. Não mandei matar, não matei ninguém. Vou provar minha inocência”.

Outros dois fatos tornam o nome de Gilberto Dranka ainda mais conhecido. O primeiro porque um morador da cidade que usava carro parecido com o do prefeito eleito foi morto por engano, já que seu veículo passou minutos antes de Loir Dreveck no local onde o crime havia sido um encomendado.

Outro fato que acabou ganhando repercussão nacional, foi a prisão de Gilberto Dranka. Quando a polícia chegou na sua residência ele se escondeu no forro da casa, sendo atracando de lá só de pijama.

Clima na cidade

O clima na cidade não é dos melhores. Populares sentem medo de se manifestar e, inclusive, o atual prefeito que poderia tentar a reeleição, João Osmar Mendes, desistiu de concorrer.

Já na última eleição houve reforço policial para garantir certa tranquilidade no dia da votação. Algo que deverá se repetir.