Foi liberada a entrada de apoiadores no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo (SP), onde ocorre o velório de Arthur Araújo Lula da Silva, neto do ex-presidente. Ele tinha sete anos e morreu vítima de meningite meningocócica. Às 12h o corpo do garoto será cremado.

Foi pedido aos apoiadores que não se manifestassem dentro do cemitério, em respeito a Lula e a sua família. Antes da liberação, dezenas de apoiadores se aglomeravam na entrada do cemitério para prestar solidariedade. Eles ficaram em silêncio na maior parte do tempo. A grande maioria também não trajava camisas ligadas a Lula ou ao PT, nem portava bandeiras.

Foto divulgada no site do PT

 

Os apoiadores de Lula se manifestaram apenas em momentos pontuais, como quando foram provocados por um apoiador do presidente Jair Bolsonaro que apareceu vestindo uma camiseta da campanha de Bolsonaro. Além disso, quando um grupo de policiais militares entrou no cemitério, os apoiadores de Lula, ainda do lado de fora, se manifestaram hostilizando os PMs. “Vão entrar na reforma da Previdência também?”, gritou um deles.

Suplicy diz que escreveu a Bolsonaro para defender presença de Lula em velório

O vereador (PT-SP) Eduardo Suplicy chegou nesta manhã de sábado, 2, ao cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo,

Suplicy disse a jornalistas, antes de entrar no cemitério, que escreveu a sexta-feira ao Jair Bolsonaro afirmando que a presença de Lula no velório do neto era “fundamental, sagrado, constitucional e legal”.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), chegou ao mesmo tempo que Suplicy, porém se recusou a dar qualquer declaração à imprensa.