Ela é advogada, professora, filha do senador Flávio Arns, sobrinha neta de Zilda Arns e de Dom Paulo Evaristo Arns, e candidata do Podemos à prefeitura de Curitiba. Acredita que é possível sim chegar ao 2º turno e garante que, em dois anos, conseguirá baixar a tarifa do transporte coletivo em 50%.

“Nossa proposta é reduzir a tarifa do transporte pela metade em dois anos. E como vamos chegar a isso? Primeiro reduzindo custos do transporte. Tivemos acesso á tabela da Urbs e vimos que é possível e isso diminuiria a tarifa em 15%. Mais 15% viria da cobrança da gratuidade das passagens do governo federal. E outros 20% irão vir de parcerias público-privadas. Hoje temos 7 mil pontos de ônibus e só 3 mil têm propaganda. Podemos mudar isso”, afirmou Carol Arns, em entrevista a Paulo Sérgio Débski nesta quarta-feira (28), dentro da série de entrevistas com candidatos à prefeitura de Curitiba.

Paulo Débski e Carol Arns na Banda B

A candidata do Podemos lembrou ainda que a redução da tarifa iria, por si só, aumentar a renda das famílias na cidade. “Uma passagem pra ir, outra pra voltar e faça as contas numa família de quatro pessoas. São 800 reais por mês. Reduzindo o valor pela metade, conseguimos uma renda para essa família de 400 reais a mais por mês. Isso é maior que Renda brasil ou Bolsa Família, e atinge todas as classes sociais”.

Defensora da chamada ‘tarifa livre’, Carol Arns diz que é preciso ter uma visão de futuro. “Temos que ter uma visão de futuro para Curitiba a médio e longo prazo. transformar por exemplo, o cartão-transporte em multifuncional coma cesso a supermercados, farmácias, lojas e, se for o caso, até em cartão de crédito”. E completou: “precisamos ir contra esta metodologia que coloca a tarifa crescendo cada vez mais”.

Crise hídrica

A candidata criticou a falta de ações da Sanepar com atraso de obras que poderiam impedir a crise hídrica que acontece hoje. E defendeu ações imediatas no setor.

“Temos que promover a transposição das águas das cavas, investir em meio ambiente e também na economia de água. Você sabia que 25% da água produzida em Curitiba é desperdiçada? precisamos mudar isso”.

Pós-pandemia

Carol Arns afirma que a geração de renda e emprego será prioridade em seu governo na retomada da economia pós-pandemia.

“Temos que gerar emprego de forma imediata e temos um plano econômico forte para isso, com refinanciamento de tributos municipais, com carência, para os empresários que estão sem capital de giro (…) Mais emprego e menos tributos. Também desburocratizar a criação de negócios junto á prefeitura e fazer com que o comércio gere empregos até mais rapidamente que a indústria, além de incentivar forte o turismo”.

Curitiba sem muros

A candidata afirma que Curitiba não pode mais levantar muros, se isolando cada vez mais. “Estamos caminhando para a construção de muros, com condomínios fechados com petshop dentro, salões de beleza e até supermercado. Não é isso que a gente quer. A gente quer viver a cidade. Vou liverar as canaletas dos expressos aos domingos para que ali seja um espaço de lazer”.

A candidata do Podemos ainda criticou a gestão de Rafael Greca comparando com o muro e política de imigração do presidente dos EUA,  Donald Trump, bastante criticada.

“O atual gestor está violando completamente o direito humano das pessoas (…) Coloca que todos os moradores de rua têm o problema de alcoolismo e drogas e isso não é verdade. Conversei com uma família morando na rua em frente ao mercado Municipal e me disseram que não vão para o abrigo porque lá separam as famílias. A mãe vai pra um lado, o pai para os outros, os filhos separados e até o cachorro. (…) Só falta o Greca construir muros e fazer com que os curitibanos paguem por ele. Se o Trump foi criticado por esta política equivocada, tenho certeza que os curitibanos tem a capacidade crítica em relação a isso”.

Carol completou: “A atual gestão tem uma política desumana”.

Saúde

Na área da Saúde, Carol defende que as unidades básicas fiquem todas abertas e que é preciso retomar exames e consultas paradas pela pandemia. “Vou retomar a saúde em Curitiba. Não adianta focar só na Covid. Temos diagnósticos e exames parados, além de cirurgias eletivas represadas. Se este atendimento não for retomado, teremos um problema insolúvel”.

Segurança Pública

A candidata defende ainda uma política articulada de segurança pública. “Temos a Guarda Municipal com poder de polícia há 5 anos e até  hoje não temos medidas novas para esta realidade. Há ainda a desistência da população de registrar Boletins de ocorrência em furtos de celular e bolsas, até porque quando um guarda faz o flagrante, passa três horas esperando na delegacia para a assinatura do termo Circunstanciado (…) Temos que investir na integração e na formação das pessoas para assim reduzirmos a violência e a desigualdade social”.

Filha de Arns

Carol encerrou a entrevista dizendo que tem orgulho de ser filha do senador Flávio Arns. “Alguns torcem o nariz para filhos de políticos, mas aprendi com meu pai a importância da política como instrumento de mudança (…) não é demérito e acredito em bons políticos como meu pai”.

A candidata concluiu dizendo: “Não permitam que esta eleição seja de gabinete, de olho no que vai acontecer daqui a dois anos. Curitiba não merece e o eleitor está atento a isso”.

Saiba aqui a ordem das próximas entrevistas da série com candidatos na Banda B

Vídeo

Assista à entrevista na íntegra: