Embora ativo nos bastidores da política, o professor de Direito da Universidade Federal do Paraná e candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à prefeitura de Curitiba, Paulo Opuszka, disputa pela primeira vez uma eleição. Para ele, uma das primeiras ações como prefeito da capital paranaense será o que analisar os contratos das empresas que gerem o transporte coletivo.

“O contrato da Urbs com as empresas de transporte já foi questionado pelo Tribunal de Contas, pelon Ministério Público (MPPR), por ações judiciais e outros órgãos de controle. É preciso de fato perceber e discutir o que está acontecendo agora nesse contrato. É preciso chamar as partes e fazer uma discussão coletiva pra ver de que forma podemos solucionar isso. São duas pontas. O prefeito atual faz um repasse complexo, complicado e questionável e as empresas não saneiam o sistema, não teve resultado objetivo, não melhorou o sistema por conta do repasse. Por que isso aconteceu? É isso que temos que pensar. O prefeito precisa ter pulso firme para fazer isso”, criticou durante a entrevista concedida ao apresentador Paulo Sérgio Debski.

 

Apresentador Paulo Sérgio Debski e o candidato do PT Paulo Opuszka. Foto: Reprodução/Instagram

 

Opuszka é o penúltimo candidato a participar da série de entrevistas feitas pela Banda B nas eleições municipais desse ano.

Sustentabilidade

Para que a capital do Estado tenha bons investimentos em sustentabilidade, o candidato do PT acredita que em comprometimento com as questões ambientais.

“Curitiba tinha há décadas um projeto de sustentabilidade interessante, começava na reciclagem do lixo, passava pelos bosques, mananciais e etc. Mas sempre faltou uma questão política ligada diretamente à questão ambiental, que é o desenvolvimento social, ou melhor, a falta de políticas públicas nas periferias, que passa pela questão habitacional, das condições financeiras, da educação, saúde e saneamento básico. Isso tudo é meio ambiente”, disse Opuszka.

Moradia irregular

O Plano de Governo de Paulo Opuszka afirma que 10% dos moradores de Curitiba vivem em áreas irregulares. “Como é o funcionamento atual da Cohab? Parece que dá sinal de esgotamento. Uma série de habitações populares em Curitiba desocupados e que poderia fazer parte de um projeto já muito estudado chamado de Condomínio Social. Um projeto que precisa trazer para nós a ocupação pública de determinados imóveis para melhoria condição da pessoa em situação de rua”, explicou.

Entre as propostas do candidato do PT é a criação da Secretaria de Desenvolmento Social. “Ela vai unir Urbanismo, Habitação, Desenvolvimento Social e pessoas em situação de rua. Juntas, essas políticas são atingir e diminuir a questão da pobreza e miséria que vem para o Centro da cidade e tem relação direta na questão urbana”, completou.

Saúde

A ampliação do SUS é uma das propostas do candidato Paulo Opuszka para a área da saúde. “Temos de ter um conhecimento técnico da gestão em relação ao SUS. A Secretaria de Saúde de Curitiba tem técnicos muito bem formados, uma das melhores equipes do Brasil. Perceba que na crise, até mesmo o ex-ministro Mandetta reconheceu a força do SUS na equipe de Curitiba. Nossa proposta de ampliação é porque dentro do orçamento do SUS temos condição de ampliar após um estudo”, defendeu.

“Não é reestatizar as unidades, seria uma proposta que não teria viabilidade jurídica e administrativa. O que queremos é ampliar o SUS naquilo que é possível e tentar mediar a situação do público-privado em situações que já existem com as OS (organização social)”, completou.

Educação

Na educação, o candidato do PT acredita que qualificação profissional e retomada do plano de carreira para os professores são indispensáveis. “O que acontece hoje é a falta de acesso a material básico e de políticas públicas. O investimento no professor parou, salário congelado, plano de carreira e progressões eliminadas. Isso afeta diretamente a qualidade do serviço. A nossa proposta está na revogação do pacotaço do Greca e na retomada do planejamento para melhorar a qualificação, e dar a todas as escolas uma infraestrutura necessária”, garantiu.

Entrevista

Assista a entrevista na íntegra abaixo: