Candidata do PC do B à Prefeitura de Curitiba, Camila Lanes defendeu, na série de entrevistas da Banda B com os ‘prefeituráveis’ da capital, a valorização do servidor público e a criação de subprefeituras para atender da melhor forma os moradores de bairros. Com 24 anos, ela afirmou que está na hora da juventude fazer parte do processo para os avanços que Curitiba precisa.

Em entrevista ao apresentador Paulo Sérgio Débski, Lanes defendeu o descongelamento do salário e plano de carreira dos servidores municipais. “Nós precisamos sentar com o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e entender isso. Não é só o salário, mas melhorar ainda a qualificação do servidor. Minha proposta é sentar e entender quanto isso custa e como podemos investir para valorizar o servidor público”, disse a candidata, que também defendeu um investimento melhor na educação municipal.

“Temos que investir mais em Educação, porque isso é o futuro. São nove mil crianças sem vagas em creches e seis mil que saíram da rede privada e devem procurar a pública. Não adianta pensar em uma retomada das aulas com a pandemia descontrolada. É preciso prudência neste momento”, afirmou.

Camila Lanes durante entrevista com Paulo Sérgio (Foto: Reprodução)

 

A candidata do PC do B também afirmou que pretende criar subprefeituras municipais para melhorar o atendimento à população. “Faltam dispositivos para mais acesso à população a diversas áreas. Temos espaços para a criação de subprefeituras, que serão locais em que o cidadão terá mais perto de si a prefeitura, em um diálogo de fato com a administração publica. Penso que as Ruas da Cidadania e Administrações Regionais podem ser reformuladas e garantir cada vez mais a aproximação do cidadão com a prefeitura”, disse.

Desprivatização

Outro ponto defendido pela candidata é evitar a privatização e terceirização do serviço público. Lanes alegou que isso de gestão foge do controle da administração municipal. “Isso tira da prefeitura a transparência da gestão, como na educação e saúde. Não sou contra concessões e parcerias, mas defendo que haja transparência da gestão nisto”, afirmou Lanes.

Ela também defendeu que o gestor precisa ouvir mais do que falar, citando como exemplo a área da Saúde. “Não se pode fechar as unidades de saúde. O Brasil só não está pior na pandemia porque temos um sistema robusto de Saúde pública, que precisa ser valorizado. O gestor precisa ouvir mais do que falar e falta isso na atual gestão. É sensível ver pessoas sem máscara e tudo mais pela cidade. Precisamos elevar a conscientização e valorizar os profissionais de saúde”, ponderou.

Camila Lanes é candidata do PC do B à Prefeitura de Curitiba (Foto: Instagram)

Metropolização

No plano de governo da candidata do PC do B está presente o termo ‘metropolização’, onde é defendido uma maior relação da capital com as outras cidades da região metropolitana. “Precisamos elevar a questão do transporte, relações econômicas e como vemos a RMC. Os moradores da RMC precisam se sentir também parte da cidade e, para isso, é necessário reavaliar nossas relações. A Grande Curitiba precisa de fato ser uma grande cidade, se estendendo os planos de governo para outros municípios”, salientou.

 

Lanes ainda aproveitou para destacar que defende a municipalização da Segurança Pública e que voltou atrás no projeto de desarmamento da Guarda Municipal. “Não sou a favor, foi um erro no meu plano de governo e que estamos mudando. Sentei com o sindicato e sou a favor da valorização da nossa guarda municipal, dando mais valor a ela. Quero me retratar sobre isso, porque está sendo corrigido no TSE e ainda hoje vamos lançar a nova proposta, em que garantiremos a troca do armamento da guarda”, ponderou.

Moradia

Por fim, a candidata do PC do B demonstrou preocupação com a questão da habitação em Curitiba e trouxe à tona as propostas para a área. “Quero a criação emergencial da Secretaria da Habitação. É necessário com urgência um plano de urbanização, já que temos milhares de moradores de rua e moradias irregulares. É necessário um dialogo permanente, porque precisamos garantir moradia digna. Sobre a COHAB, vamos rever pontos para diminuir as filas do órgão. As pessoas desistem e vão para a moradia irregular”, concluiu.

Saiba aqui a ordem das próximas entrevistas da série com candidatos na banda B

Vídeo

Assista à entrevista na íntegra: