Redação com Agência Brasil e Estadão

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Antes mesmo de iniciar a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara, deputados da oposição admitiam que o cenário era amplamente favorável ao peemedebista. A primeira derrota dos oposicionistas foi não conseguir impedir o governo de alcançar o quórum de 342 deputados para dar início à votação, o que aconteceu por volta das 12h30 desta quarta-feira, 2.

“Perdemos”, afirmou o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE). Segundo ele, a oposição errou ao se inscrever para fazer discursos e, assim, contribuir com o quórum. Ele também afirmou que o governo foi bem-sucedido em convencer deputados dissidentes da base, como do PSDB, a marcar presença mesmo que votassem contra Temer

A expectativa agora é sobre o placar que Temer vai conseguir na votação. Deputados admitem que se a denúncia for barrada com mais de 300 votos representará “um desastre” para a oposição.

No cafezinho do plenário, espaço de confraternização dos deputados, integrantes da base do governo almoçavam e mantinham conversas descontraídas. Líder da maioria, o deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) disse esperar que a votação terminasse o quanto antes e que o governo teria um placar superior a 290 votos.

Agora a denúncia contra Temer já pode ser colocada em votação. Isso porque foi alcançado os 342 parlamentares necessários em plenário para abertura da votação. Mas, pouco antes das 12h, apenas 300 deputados tinham presença registrada no plenário. Ao todo, 372 deputados estão na Casa.

Trâmite

A discussão da denúncia só poderá ser iniciada quando estiverem presentes no plenário pelo menos 52 deputados. A votação só pode começar com a presença de 342 parlamentares. A votação será por chamada nominal, começando pelos deputados de um estado da Região Norte e, em seguida, os deputados de um estado da Região Sul.  Os deputados terão 15 segundos para expor os argumentos e voto.

Algumas restrições de acesso à Câmara foram estabelecidas para a sessão de hoje, entre elas a proibição da entrada de visitantes. O acesso só será permitido a deputados, ex-deputados, servidores credenciados e à imprensa credenciada para a cobertura das atividades da Câmara.