O Brasil é citado no Relatório Internacional de Estratégia de Controle de Narcóticos (INCSR) desde 2017, aproximadamente, quando Donald Trump assumiu o Governo dos Estados Unidos pela primeira vez. O documento descreve os esforços de países-chave em combate ao tráfico internacional de drogas.

O relatório de 2025 revela pontos sensíveis do Brasil em relação ao narcotráfico. Segundo o governo norte-americano, o País é uma rota de escoamento de drogas, tendo em vista que faz fronteira com os maiores produtores de cocaína do mundo: Colômbia, Peru e Bolívia.
Além de ser rota, o Brasil aparece como um dos maiores mercados consumidores, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com os documentos americanos, autoridades brasileiras também precisam lidar com alta demanda doméstica.
PCC é apontado como principal ameaça à segurança do Brasil
Os relatórios I e II, que apontam aspectos das atividades de controle de drogas e produtos químicos, bem como lavagem de dinheiro e crimes financeiros, diz que o Primeiro Comando da Capital (PCC) é a principal ameaça à segurança nacional do Brasil. “Segundo a PF [Polícia Federal], o PCC atua em 22 dos 27 estados brasileiros e está presente em pelo menos 16 países, incluindo os Estados Unidos”, afirmam os documentos.
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Os registros dizem que o PCC tem capilaridade dentro do Brasil, com grande capacidade de articulação global. Autoridades brasileiras, segundo o relatório, têm dificuldade em conter a expansão da facção.
Relatório dos Estados Unidos aponta dificuldade de conteção do tráfico de drogas no Brasil
Os EUA apontam ainda que, até março de 2025, houve queda nas apreensões de drogas no Brasil, em relação a 2024. O fato pode indicar adaptação de rotas por narcotraficantes, maior sofisticação das organizações criminosas ou até mesmo limitações operacionais das forças de segurança. O governo norte-americano coloca tais fatos como sinais de alerta.
Agentes da PF treinados pelos EUA apreenderam aproximadamente 2,2 toneladas métricas de cocaína e 76 quilos da droga no estado do Amazonas, cerca de 320 quilômetros a oeste de sua capital, Manaus — a maior apreensão de cocaína da história da região amazônica no Brasil.
afirma o relatório I do INCSR
O Relatório Internacional de Estratégia de Controle de Narcóticos (INCSR) diz que há preocupação internacional quanto ao tráfico e uso de drogas sintéticas no Brasil, tendo em vista que elas são mais difíceis de rastrear e controlar.
Corrupção e lavagem de dinheiro
O segundo documento do INCSR expõe várias fragilidades estruturais do Brasil no combate ao crime e à lavagem de dinheiro. Além da posição geográfica vulnerável, como exposto anteriormente, o documento fala em forte presença do crime organizado transnacional, o que indica dificuldade de contenção interna e cooperação internacional insuficiente.
Os Estados Unidos afirmam ainda que na região da Tríplice Fronteira (TBA), onde o Brasil é vizinho de Paraguai e Argentina, existem redes ilícitas que fornecem apoio ao grupo terrorista Hezbollah, no Líbano. O grupo armado atua como proxie do Irã no Oriente Médio.
De acordo com o relatório, há também intenso fluxo de lavagem de dinheiro proveniente de tráfico e contrabando, sugerindo brechas no sistema financeiro. “O crime organizado, incluindo a corrupção pública, é a principal prioridade das autoridades no combate à lavagem de dinheiro, seguido pelo tráfico de drogas e armas”, aponta o documento.
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