Mesmo ausente devido ao diagnóstico de covid-19, pelo qual chegou a ser internado, Rafael Greca (DEM) foi o principal alvo dos sete candidatos participantes do debate da Band Paraná em Curitiba. Temas como funcionalismo, atenção à população de rua e as decisões do atual prefeito durante a pandemia foram alvos de crítica dos demais.

Com 16 concorrentes à prefeitura, os debates da Band Paraná foram divididos em dois dias: nesta quinta-feira (1º), oito concorrentes foram sorteados: Camila Lanes (PCdoB), Dr. João Guilherme (Novo), Fernando Francischini (PSL), João Arruda (MDB), Marisa Lobo (Avante), Paulo Opuszka (PT), Professor Renato Mocellin (PV), além do próprio Greca.

Debate na Band em Curitiba nesta quinta-feira – Reprodução

O atual prefeito já havia confirmado no último dia 24 que não participaria do evento em razão de o ambiente “não estar de acordo com as normas sanitárias”. No último domingo (27), Greca e sua mulher, Margarita Sansone, foram internados devido à pneumonia causada pela covid-19. O prefeito teve alta na última quarta-feira (30).

A pandemia, aliás, permeou todo o debate, com temas como volta às aulas e a necessidade de valorização dos servidores públicos. No início do debate, Dr. João Guilherme afirmou que não se deve ser “leviano” de defender que a pandemia poderia ser combatida de maneira simples, mas era preciso ter tomado medidas preventivas no momento correto, como evitar ônibus lotados e garantir a testagem em massa.

“Infelizmente, a gente demorou para tomar as atitudes e fechamos a cidade cedo demais”, criticando a falta de leitos de UTI nos momentos mais críticos. Dentro deste tema, Opuszka mencionou o fato de Greca ter alterado os planos de carreira do funcionalismo em resposta a Francischini, o que “estagnou a carreira dos servidores”. “Na pandemia, ficou comprovada a necessidade do serviço público”, disse o candidato do PT.

O deputado do PSL também defendeu que haja “flexibilização dos planos de carreira”. “O cidadão quer ser bem atendido”, disse. João Arruda, do MDB, também prometeu descongelar o plano de carreira do funcionalismo: “Governar é priorizar. Quero trabalhar em parceria com eles [os servidores]”.

Dentro do aspecto de pandemia, uma das críticas gerais foi a criação de um pacote de socorro ao transporte coletivo, que repassou R$ 180 milhões aos empresários do setor até o fim do ano, sendo criticado por Francischini, que afirmou que o candidato repassou a verba para ajudar “os amigos do transporte coletivo”, mas não teve o mesmo cuidado com os microempresários da cidade.

Opuszka argumentou que é preciso pensar a mobilidade urbana com sustentabilidade, mas dar atenção à “transparência e abertura dos contratos” e que esses recursos poderiam ser destinados aos médios e pequenos empresários. Professor Renato Mocellin criticou o que chamou de patrimonialismo: “A confusão do público com o privado”.

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Acompanhe AQUI alguns trechos do debate desta quinta-feira na Band

No próximo dia 14, os outros oito postulantes vão debater suas ideias: Carol Arns (Podemos), Christiane Yared (PL), Diogo Furtado (PC), Eloy Casagrande (Rede), Goura (PDT), Leticia Lanz (PSOL), Professora Samara (PSTU), Zé Boni (PTC).