O vereador Mauro Bobato (Progressistas) passa a integrar a legislatura 2025-2028 da Câmara Municipal de Curitiba e toma posse nesta quarta-feira (20), em sessão plenária, a partir das 9h. A movimentação ocorre após o agora ex-vereador Toninho da Farmácia (União Brasil) perder o mandato por um recálculo dos votos válidos na eleição de 2024. A retotalização ocorreu após a chapa do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ter os votos anulados por fraude à cota de gênero.

O Cartório da 174ª Zona Eleitoral realizou, na última sexta-feira (15), a recontagem dos votos no Fórum Eleitoral de Curitiba. Após o novo cálculo, Mauro Bobato passou a constar como eleito, enquanto Toninho da Farmácia perdeu o mandato.
Mauro Bobato, que toma posse nesta quarta-feira (20), já exerceu dois mandatos
Nascido em Curitiba, Mauro Bobato já exerceu dois mandatos como vereador, entre 2017 e 2024. De forma breve, o parlamentar agradeceu a oportunidade de retornar à Câmara e prometeu assumir o compromisso de trabalhar por mais qualidade de vida aos curitibanos. O político reforçou, ainda, que o processo eleitoral tem regras que precisam ser cumpridas, mesmo quando “as decisões não são simples de compreender”.
Fraude no PRTB levou a recálculo que fez Toninho da Farmácia perder o mandato
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná reconheceu fraude à cota de gênero na chapa do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). Segundo o julgamento do Recurso nº 0600428-94.2024.6.16.0176, realizado na semana passada, a candidata Paula Renata Fernandes Rodrigues foi registrada apenas para cumprir o número mínimo de mulheres exigido pela legislação eleitoral.
As apurações mostraram que Paula teve apenas 12 votos, além de não ter apresentado provas de campanha nas redes sociais nem materiais físicos. A suposta candidata também não conseguiu comprovar como utilizou os recursos recebidos durante a eleição.
Ainda conforme a decisão, a única movimentação financeira registrada foi uma doação de R$ 1 mil feita pelo então presidente do partido, Osias Moraes de Souza.
Além da anulação dos votos do partido, o Tribunal declarou a inelegibilidade de Paula Renata e de Osias pelo período de oito anos, por considerar que ele foi responsável por permitir e articular a fraude.
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