Haddad no discurso após a derrota – Foto PT

Após perder a disputa presidencial para Jair Bolsonaro (PSL), o candidato derrotado Fernando Haddad (PT) deve visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, em Curitiba, ainda nesta semana. A visita está prevista para ocorrer na terça ou na quarta-feira.

Nesta segunda-feira, 29, Haddad deve passar o dia em casa, no Planalto Paulista, sem agenda pública, segundo sua assessoria de imprensa.

Nesta segunda, Lula receberá a visita do deputado estadual eleito Emídio de Souza (PT-SP) e do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh.

Oposição

Logo após a derrota, o petista afirmou por diversas vezes em seu discurso que “há muito em jogo” e falou em assumir o compromisso de fazer oposição e “defender a democracia e as liberdades” de quem votou nele. Haddad fez o discurso no Hotel Pestana, em São Paulo, onde se reuniu com militantes.

Haddad afirmou a uma plateia de militantes que as instituições brasileiras têm sido “colocadas à prova a todo instante”, citando o impeachment de Dilma Roussef e a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato derrotado afirmou ainda que os direitos civis, políticos, trabalhistas e sociais estão em jogo e emendou, parafraseando o hino nacional brasileiro, que “verás como o professor não foge à luta”.

Ele afirmou que fará oposição e que vai trabalhar para colocar seu ponto de vista, respeitando a democracia e as instituições. Haddad ainda citou novas eleições em quatro anos e disse que coloca sua vida à disposição do País. “Senti angústia e medo na expressão de muitas pessoas. Não tenham medo, nós estaremos aqui, nós estamos juntos. Abraçaremos a causa de vocês. A vida é feita de coragem”, destacou.

Ele ainda pediu respeito pelos 45 milhões de brasileiros que votaram no PT no segundo turno e agradeceu seus eleitores que trabalharam para tentar reverter o quadro que havia se desenhado após o primeiro turno, quando Bolsonaro abriu larga distância em relação ao petista. “É uma parte expressiva do povo que precisa ser respeitada nesse momento. Que diverge da maioria, que tem outro projeto de Brasil na cabeça e merece respeito no dia de hoje”, disse.