O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou na manhã desta quinta-feira (29) que a conta dele na rede social Twitter foi usada indevidamente. Na noite desta quarta (28), uma postagem na conta do ministro chamava de “Nhonho” o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Nhonho é o apelido do personagem Febronio Barriga Gordorritúada, interpretado por Édgar Vivar, da série de TV mexicana “Chaves”. Críticos de Maia se referem ao presidente da Câmara como Nhonho.

“Fui avisado há pouco que alguém se utilizou indevidamente da minha conta no Twitter para publicar comentário junto a conta do Pres. da Câmara dos Deputados, com quem, apesar de diferenças de opinião sempre mantive relação cordial”, publicou Ricardo Salles na manhã desta quinta-feira.

Pouco depois dessa nova postagem, a conta de Salles no Twitter foi apagada. Questionado se foi ele quem apagou a conta ou se o perfil foi invadido, o ministro respondeu: “Fiz o procedimento de segurança”.

De acordo com o G1, indagado se Salles acionará a PF para pedir investigação sobre o caso, o Ministério do Meio Ambiente enviou a seguinte resposta:

“O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já encaminhou mensagem diretamente ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, explicando que não publicou tal mensagem e que vai apurar a utilização indevida de sua conta.”

Personagem do Chaves, Nhonho – reprodução SBT

Publicação

Salles respondeu a publicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamando-o de “Nhonho”, em referência a personagem do programa humorístico Chaves.

No sábado (24), Maia escreveu que Salles, “não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”. O ministro então xingou o presidente da Câmara nesta quarta (28).

Maia fazia referência a tuíte de quinta (22) em que Salles chamava o ministro da Secretaria de Governo, o militar Luiz Eduardo Ramos, de “maria fofoca”, e que gerou crise no governo.

Na publicação, Salles insinuava que Ramos havia dito ao jornal O Globo que ele estava esticando a corda com ala militar do governo, ainda que a reportagem não identifique o militar.