Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro atacando a imprensa em frente ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, na manhã deste sábado (20). O manifestante, não identificado, foi para cima das equipes de TV e chegou a agredir um repórter-cinematográfico da RIC TV, afiliada da TV Record.

As imagens mostram o homem, de máscara,  atacando os profissionais e dizendo: “vamo bagunçá…(…) isso é democracia”. Ao mesmo tempo, ele é contido por algumas pessoas e logo chega uma equipe da Polícia Militar. Não há informações sobre o que houve com o manifestante a partir do fim da gravação.

Manifestante ataca a imprensa em frente à PF em Curitiba – reprodução

Desde cedo, manifestantes a favor e contra o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro,  se aglomeram em frente ao prédio da PF, no bairro Santa Cândida.

Houve bate boca entre os defensores de Moro e os apoiadores de Bolsonaro.

O coordenador do grupo Amigos da Lava Jato, Marcos Silva, defendeu Sérgio Moro. “Estamos tristes. Não queríamos estar aqui, mas sabemos a verdade. Moro fez muito pelo Brasil e acreditou numa promessa falsa de um político de carreira. Até agora o Moro era o maior e agora não presta mais?”, questionou Silva, que afirma que o grupo é  apartidário e defende o Brasil.

Do lado dos apoiadores de Bolsonaro, a engenheira de produção Vanusa de Souza, de 37 anos, disse que Moro agiu de forma suja. “O meu objetivo aqui é para o Moro veja que ele jogou a biografia dele no lixo. O Bolsonaro não está lá por conta dele (…) não achávamos que ele iria trair a confiança do povo e do presidente. Ele poderia até pedir demissão, mas não da forma suja e midiática que fez”, disse a manifestante.

Moro deve detalhar as declarações dadas ao pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no último dia 24. Em entrevista à revista Veja, ele afirmou que tem provas para incriminar Bolsonaro e disse que as apresentaria à Justiça.

Moro acusou o chefe do Executivo de tentar interferir na autonomia da PF para ter acesso a relatórios de inteligências e a investigações em curso, o que não é permitido.

Assista ao vídeo reproduzido nas redes sociais: