Não nos enganemos, vamos viver tempos difíceis pelos próximos anos. A prova disso está nos últimos acontecimentos. O discurso de ódio que antes era criticado agora foi incorporado ao dia-a-dia do Governo Federal. A intolerância e a perseguição aos que pensam diferente do regime estas nas ruas, nos tribunais e nas decisões administrativas.

O fato do ex-presidente Jair Bolsonaro ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, em busca da sua carteira de vacinação contra a covid demonstra que, existe uma Polícia Política em ação sob o comando do ministro da Justiça, Flávio Dino. Bolsonaro, quando era presidente, foi duramente criticado por tentar influenciar nas escolhas dos dirigentes da Polícia Federal. Inclusive perdeu o seu ministro à época, o ex-juiz Sérgio Moro, que saiu atirando contra ele.

Boa parte da população brasileira se perguntou esses dias se a Polícia Federal não tinha nada mais importante e objetivo para fazer, como por exemplo, prender traficantes, assassinos e marginais, ou líderes das facções criminosas que inundam as nossas ruas com armas e drogas e ajudam a transformar o Brasil num dos países mais violentos do mundo.

Tempos difíceis no governo Lula e na justiça
Discurso de ódio está no governo. Foto: Agência Brasil

Todo mundo é inocente até que se prove o contrário, mas isso não isenta Bolsonaro de se explicar, se é verdade ou não que ele mandou falsificar o cartão de vacinação com o objetivo de poder viajar ao exterior. O que se espera de uma presidente da República é uma conduta ética irreparável, e uma moral inabalável. Mas no Brasil real, não foram poucos os casos envolvendo presidentes em exercício do mandato. Basta uma rápida folhada nos jornais do passado para vermos o que aconteceu com Collor de Mello e Lula, por exemplo.

A cruzada do Governo Federal contra os seus opositores não parou apenas na operação contra Bolsonaro, continuou com o famoso projeto-de-lei de combate às “Fake News”. O governo queria montar uma agência da verdade, colocar ali dentro pessoas da sua confiança, alinhadas ideologicamente, para decidir o que é ou não verdade. Sabemos que nas eleições o Brasil vive uma enxurrada de mentiras visando desconstruir candidaturas, e isso precisa ser combatido, mas esse é o papel da imprensa livre.

É ela que está aí no seu papel institucional de apurar e trazer à tona a verdade dos fatos. Quando o governo usa o seu poder econômico e sua força política para calar opositores, para perseguir jornalistas, e fechar veículos de comunicação que não estejam alinhados, o que temos não é democracia e sim ditadura. Se a sociedade não se manifestar adequadamente o Brasil vai passar a viver o tempo onde a opinião que desagrada o governo passa a ser crime. Isso fez parte do nosso passado, um passado que ninguém mais quer reviver.

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