O Brasil está se posicionando novamente para o mundo. O presidente Lula tem uma estratégia se de colocar com um líder e um protagonista das grandes questões mundiais. Quer debater o meio ambiente, o combate à fome e à desigualdade, e tenta ser um articulador para a paz na guerra da Rússia contra a Ucrânia. Mas o problema é que ele está indo na contramão da maioria dos países.

Lula encontra Xi, assina 15 acordos e diz que ninguém proibirá Brasil de aprimorar elo com China. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O primeiro tiro na água de Lula foi embarcar em um jatinho particular, de um empresário que financiou a sua campanha eleitoral, para participar do evento da ONU sobre o meio ambiente no Egito. Ao contrário do que disseram, Lula foi a um evento paralelo com Marina Silva, prometendo zerar o desmatamento da Amazonia. Bastou assumir a presidência e nos três primeiros meses do seu governo o desmatamento foi recorde tanto na Amazonia como no Cerrado. Foi uma demonstração prática de que falar é fácil, difícil é fazer.

Na sequência Lula foi tentar propor um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Na proposta dele os ucranianos deveriam abrir mão de parte do seu território e aceitar que a área invadida fosse anexada à Rússia. Levou um sonoro corretivo do presidente ucraniano, Valdimir Zelensky, e uma reprimenda dos principais líderes mundiais. A Ucrânia foi invadida, está sendo destruída por um ditadura russa que prende o seu próprio povo quando ele se posiciona contra a guerra. Inocentes são mortos, torturados e violentados, quase 10 milhões de ucranianos fugiram do seu país. Passar um veludo por cima disso e achar que os ucranianos é que estão errados é pra lá de esquisito.

Mas o posicionamento de Lula à favor da Rússia talvez explique a facilidade com que ele conseguiu emplacar a ex-presidente Dilma Roussef como presidente do tal Banco dos Brics. Ela vai ganhar milhões por ano para continua falando aquelas coisas sem nexo. Já circula na internet uma parte do seu discurso de posse. É triste de ver.

O presidente vai à China, o nosso maior parceiro comercial, em busca de mais oportunidades de negócio. Talvez dessa viagem saia algo de positivo, depois do estrago provocado pelo petista Jorge Viana, atual presidente da Apex, Agência Brasileira de Promoção das Importações e Exportações, que em viagem à China criticou o nosso agronegócio. Ou talvez a gente tome mais uma reprimenda internacional, já que o governo Lula quer taxar as importações abaixo de 50 dólares, essas dos sites de venda de produtos, quase todos chineses. O ministro da Economia, Fernando Haddad, que faz parte da comitiva disse que esse tipo de importação era na verdade contrabando. Chamou os chineses de contrabandistas e quer fazer mais negócios com eles?

Todo esse movimento político fez passar praticamente despercebida a compra de um sofá italiano de 65 mil reais e uma cama de 42 mil reais para Lula e Janja usarem no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo. Nada como um dia depois do outro para mostrar a realidade dos fatos. Viva o Brasil.

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.

Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná e pós graduado em gestão pela Fundação Getúlio Vargas. Tem passagens por diversos veículos de comunicação, como TV Bandeirantes, TV OM (hoje CNT) e Gazeta do Povo, onde permaneceu por 11 anos.

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Na contramão

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