O Carnaval deste ano no Brasil deve movimentar algo em torno de 8.2 bilhões de reais. É muito dinheiro, para bastante gente é a renda do ano todo em apenas 4 dias de folia. Muita gente critica o Carnaval, reclama dos excessos e da bagunça, mas é preciso reconhecer que se não fossem esses dias de festa o que seria do brasileiro?

Provavelmente seriamos como os europeus, tristes, amargos, sem filhos, esperando apenas pela aposentadoria. Nós brasileiros gostamos da vida, de abraçar o outro, de sorrir, dar gargalhada. Fazemos piada da nossa própria desgraça, sem vergonha alguma de ser politicamente incorreto. Dizem por aqui que o ano começa depois da quarta-feira de Cinzas.

E como vai realmente começar o ano de 2023?

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Foto: Agência Brasil

Para muitos deve começar um pouco melhor com o aumento do salário mínimo anunciado pelo presidente Lula. Em maio o novo salário será de R$ 1.320,00, são apenas 18 reais acima do que é pago hoje. Parece pouco para uns e muito para outros. O importante nessa história é que qualquer aumento sempre é bem vindo para quem precisa.

O pacote de bondades de Lula para o mês de maio prevê ainda a isenção de imposto de renda para quem ganha até 2 salários mínimos. Pagar menos imposto é tudo de bom, principalmente num país onde o serviço público que é oferecido, com o dinheiro dos impostos arrecadados, fica muito à desejar. Aliás a tal Reforma Administrativa que tanto o Brasil quer e precisava não deve acontecer tão cedo. Vamos continuar tendo que trabalhar para sustentar uma máquina pública cara e ineficiente. Dando dinheiro para um elite que ganha muito e nos devolve pouco.

Com Lula a coisa tende a ser ainda pior. O PT gosta do Estado gigante, paquidérmico, caro e aparelhado. Para o partido do presidente quanto maior o número de cargos públicos para serem preenchidos por seus filiados e apoiadores melhor. Lula agora quer reestatizar a Eletrobrás. Uma estatal que era um poço sem fundo de dinheiro público, que só dava prejuízo e que pouco fazia de produtivo para o Brasil.

O presidente ainda não desceu do palanque eleitoral. Passou esses primeiros 50 dias de governo dizendo que havia recebido uma herança maldita de Bolsonaro. Ameaçou o ex-presidente de prisão por dezenas de vezes. Brigou com o Banco Central por conta dos juros, esquecendo que é ali que se controla a inflação que não nos deixa na mesma situação que a pobre Argentina. E para completar reimplantou a política do “toma lá dá cá” distribuindo cargos para deputados e senadores que forem aderindo à base de sustenção do seu governo.

É assim que as coisas funcionam por aqui. Só o Carnaval para nos dar um pouco de alegria e descanso.

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